Educação, gestão e resultados

Natalino Uggioni escreve semanalmente neste espaço

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(Foto: Freepik)

A retomada do atividades nas redes escolares (estadual, municipais e particular) é sempre um grande desafio para os gestores e equipe responsável. A educação, essa aldeia de várias tribos, como costumo dizer, requer muito empenho, dedicação e trabalho continuado, para que os responsáveis possam dar conta de todos os desafios que se apresentam continuadamente.

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Um dos maiores desafios é conseguir alcançar o sentimento de pertencimento de alunos, professores e equipe para com as escolas. Quanto mais pertencentes estes atores se sentirem, melhores serão os resultados no processo de ensino. É tema corrente na retomada do ano letivo, os muitos problemas de infraestrutura nos prédios escolares da rede pública estadual.

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Acontece que a grande maioria das edificações são obras com muitos anos de construção, o que requer intervenção continuada, na linha da teoria das janelas quebradas, tema já abordado neste espaço. E as obras são sempre um grande desafio, que está entre os maiores para qualquer gestor. Construir uma nova unidade escolar leva anos, chegando a transpassar períodos de governo. As razões são muitas e renderiam outro texto.

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Mas existem formas de gestão para amenizar todos estes impactos e as muitas forças e correntes que desafiam o alcance de bons resultados. Começo pela continuidade de iniciativas e programas, comprovadamente com bons resultados, implementados em gestões anteriores. A educação é um processo que apresenta resultados em longo prazo, e isso precisa estar sempre presente para quem está gestor no momento.

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Outro ponto importante é atuação em regime de colaboração entre Estado e municípios, independentemente de questões político-partidárias (educação deve ser apartidária), uma vez que a educação acontece nas escolas, que estão localizadas nos municípios, e é para lá que todos devem atuar. Lembro-me que quando estava secretário havia um plano de médio prazo, de estímulo à municipalização dos anos iniciais nas cidades com até 15 mil habitantes. Por quê?

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Embora possa haver críticas contrárias a este processo, os números (fatos e dados) não mentem; os alunos dos estados que municipalizaram os anos iniciais do Ensino Fundamental obtêm melhores desempenho nas avaliações de grande escala como IDEB e SAEB, por uma série de razões. Não me parece fazer sentido manter uma escola estadual com pequena quantidade de alunos, com todas as despesas decorrentes, em detrimento de transferi-la para o município, o que não significa que o Estado abra mão da responsabilidade, pelo contrário, uma escola municipalizada pode receber apoio do Estado e investimentos necessários.

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Por outro lado, há regiões mapeadas pela secretaria, por meio do Plano de Ofertas Educacionais (POE), que requerem a construção de novas unidades. Estamos falando da necessária otimização na aplicação dos recursos públicos, com foco em uma educação de qualidade em SC. Que assim seja!

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