E os brasileiros estiveram imersos num oceano de informações acerca da Copa do Mundo disputada no Catar, a festa da gastança e da irresponsabilidade para com as contas públicas, por parte dos representantes do povo e autoridades constituídas, rolaram soltas em um certo país. Discussões importantes aconteceram no Brasil durante o período da Copa e passaram ao largo de boa parte daqueles para os quais a disputa pela taça mundial está no primeiro item de prioridades a serem acompanhadas.

Continua depois da publicidade

Receba notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

As discussões em torno da transição de governo seguiram o ritmo, com pedido de mais cadeiras para acomodar toda pequena multidão que está participando do processo. Muitos de olho numa possível nomeação para um dos cargos comissionados, com boas remunerações e para os quais não é necessário concurso público, a famosa boquinha.

PIB cresce e SC passa a ter 5 cidades entre as mais ricas do país; veja lista

No Congresso Nacional, a PEC fura teto teve até a data de votação no Senado pautada antes da tramitação na CCJ, como se o presidente daquela casa legislativa fosse vidente e soubesse o resultado de forma antecipada. Para pautar esse tema ele foi ágil como nunca. Para os muitos processos que envolvem os ministros do STF, faz cara de paisagem.

Continua depois da publicidade

VÍDEO: Chuva de granizo causa estragos e surpreende moradores em São João Batista

Perguntas que não querem calar: se o atual presidente tivesse sido reeleito, o Congresso estaria discutindo esse estouro no orçamento? Será mesmo necessário esse valor adicional, com o argumento de que é para cumprir compromissos de campanha do eleito? Que culpa os pagadores de impostos têm das promessas feitas pelo candidato? É o tal, eu prometo e vocês pagam a conta.

E não para por aí…

O Conselho de Justiça Federal restabeleceu um benefício retroativo para magistrados, cuja impacto nas contas públicas pode chegar a R$ 7,5 bilhões por ano. No embalo das discussões da PEC fura teto, os líderes dos partidos discutem incluir o reajuste para Câmara e Senado, numa soma que pode chegar a mais R$ 570 milhões por ano.

Duas cidades do litoral de SC faturam juntas mais de R$ 10 bi com turismo

Retomada a discussão sobre a aprovação do fundo cultural do Mercosul, no qual o Brasil será o maior financiador, configurando-se em um rombo por aqui e numa gastança por lá. A PEC fura teto começou com R$ 198 bilhões, pegaram um pedaço, fingiram que estavam diminuindo para R$ 175 bilhões e acrescentaram outras verbas por fora, R$ 23 bilhões de investimentos pagos com excesso de arrecadação, mais R$ 24,3 bilhões de PIS/Pasep parado há 21 anos, que somam mais R$ 193 bilhões de um rombo fiscal.

Então, para fazer frente a essa conta adicional, ou o governo aumenta a arrecadação com mais impostos ou então emite papéis na forma de títulos da dívida pública, o que fará pressão sobre a inflação e também sobre os juros.

Continua depois da publicidade

Leia outras colunas de Natalino Uggioni

Aqui em SC, discutiu-se a criação de novos cargos e alteração de benefícios dos poderes, que podem custar mais de R$ 60 milhões já no próximo ano. Pois é! Enquanto a bola rolou nos gramados do Catar, a conta da festa da democracia para os pagadores de impostos, aumenta, e muito.

Leia também:

As cidades que são alvos de mandados de STF por atos antidemocráticos em SC

Porto de Itajaí perde navios e cargas e entrará 2023 com cenário de terra arrasada

VÍDEO: Pai de Neymar aterrissa em SC a bordo de novo jato que custa R$ 150 milhões

Destaques do NSC Total