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Ensino domiciliar (3)

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Por Natalino Uggioni
18/06/2022 - 06h00
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Natalino: "Fico imaginando o quão profícuo seria se aproveitássemos esse movimento para fortalecermos ainda mais a relação das ações educacionais da família com as da escola, aí sim, constataremos o quão melhores serão os resultados no processo de educação" (Foto: Freepik)

É importante destacar que toda escola tem um Plano Político Pedagógico (PPP) que é analisado pelos representantes da sociedade (conselho escolar). Na rede estadual, o gestor é escolhido pela comunidade escolar, que analisa e seleciona aquele que apresenta o melhor plano de gestão, numa interação com a “aldeia” da qual a escola faz parte.

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Em bom número de escolas vemos equipamentos e laboratórios para atividades práticas, de ciências, matemática, física, química, tecnologia, que são ambientes atrativos e que facilitam a o domínio do conteúdo e a assimilação do conhecimento. Além disso, as escolas promovem excursões, visitas técnicas, feiras, eventos, atividades em grupo, gincanas e outras tantas ações que promovem atuações conjuntas dos estudantes, ações que o ensino domiciliar não proporciona. Podem ser feitas pelos pais educadores, em conjunto com outras famílias educadoras, sim, porém, longe de podermos compará-las com as que são feitas pelas escolas.

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No âmbito da gestão existe todo um alinhamento e esforço conjunto para que se cumpra o conteúdo da BNCC, tanto no ensino fundamental, como no ensino médio. Até aqui, com a aprovação do PL em epígrafe, temos definido o “o que” desse nova modalidade de ensino. Para podermos defendê-la com mais propriedade, precisamos saber o “como”, e são muitos a serem considerados.

Por agora, tenho certa limitação para alcançar a visão de os pais construírem (sozinhos) um PPP para os filhos. Também tenho dificuldades para conseguir conceber que os pais dariam conta de todo o conteúdo que precisa ser repassado para os filhos – isso exige dedicação e muito, muito tempo da parte deles, considerando o contexto do mundo agitado atual. Sei que aqui os pais educadores podem se reunir e contratar professores particulares, caso considerem necessário – pelo exposto, acredito que será.

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Há também questões que precisam ser respondidas, como por exemplo: Como será a verificação da assimilação do conteúdo, da aprendizagem? E se essa avaliação mostrar que não está em nível suficiente, de quem será a responsabilidade? Nesse caso, como será feita a recuperação da aprendizagem? Na escola temos aquela sentença de praxe: “Se o aluno não aprendeu é porque o professor não ensinou”, e no ensino domiciliar?

Concluindo, se a escola consegue resultados que o ensino domiciliar não consegue, também é fato que no homeschooling são alcançados resultados que a escola não proporciona. Fico imaginando o quão profícuo seria se aproveitássemos esse movimento para fortalecermos ainda mais a relação das ações educacionais da família com as da escola, aí sim, constataremos o quão melhores serão os resultados no processo de educação.

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Ainda que optando pelo ensino domiciliar, não há como a família educadora deixar de manter vínculos com a escola.

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Natalino Uggioni

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Natalino Uggioni

Mestre em Engenharia de Produção pela UFSC, especialista na moderna gestão empresarial, membro efetivo do Conselho Estadual de Educação em SC e ex-secretário estadual de Educação, Natalino Uggioni aborda temas ligados ao fortalecimento educacional e profissional.

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Mestre em Engenharia de Produção pela UFSC, especialista na moderna gestão empresarial, membro efetivo do Conselho Estadual de Educação em SC e ex-secretário estadual de Educação, Natalino Uggioni aborda temas ligados ao fortalecimento educacional e profissional.

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