A indicação do atual ministro da Justiça, Flávio Dino, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), pelo presidente, é um deboche para o país. Uma valorização a quem não faz por merecer. O indicado tem demonstrado pública e notoriamente que não perde a oportunidade para chamar a atenção e os holofotes para si.

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Na função atual, a conduta de homem público deixa muito a desejar. É uma lástima, para dizer o mínimo. Ao debochar dos parlamentares (representantes da população), fez pouco caso para com o povo brasileiro, ao não atender por três vezes a convocação da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

O que esperar de bom de alguém que, no primeiro escalão do governo, apresenta sem nenhum constrangimento, comportamento e frases como: “Esse tempo da liberdade de expressão como valor absoluto acabou no Brasil”? Nas últimas eleições, segundo matéria da Folha de São Paulo, mudou a identidade de cor; em 2014 declarou-se branco, em 2018 mudou para pardo e agora é apontado como 5º possível ministro negro na história do STF.

Se for aprovado no Senado, estará lá, com as ideias declaradas publicamente, decidindo os rumos da nação brasileira, durante longos anos. No último levantamento do IBGE, das 50 cidades mais pobres do país, 40 ficam no Maranhão, administrado por ele nos últimos oito anos.

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Conheço uma música com uma frase que, na canção a conotação é romântica, porém, cabe bem para o caso: “Valorizar assim quem não merece, é coisa que eu não posso entender”. Quisera que entrasse na história como mais um indicado a ter o nome rejeitado pelos senadores.

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