Temos observado forte crescimento da exportação de vinhos portugueses para o Brasil. Este fato é impulsionado por uma combinação de fatores, como históricos, afinidades culturais, comerciais, econômicas e pelo forte marketing que os produtores portugueses fazem no Brasil.

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Somos um mercado emergente no consumo de vinho: enquanto o mercado europeu sofre retração histórica nas vendas, aqui continuamos expandindo, representando uma oportunidade de crescimento a curto e médio prazo para o mercado externo; o que explica o investimento cada vez maior em divulgação, participação em eventos, presença junto aos consumidores e consequente importação de vinhos.

Inúmeros são os motivos dessa aceitação pelos brasileiros pelos vinhos portugueses, vamos citar alguns entre os mais significativos:

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Laços históricos e culturais – A Língua comum e a proximidade cultural facilitam a comunicação entre produtores, importadores e consumidores. O vinho português sempre foi visto pelo brasileiro como um produto familiar e de boa relação entre qualidade e preço.

Grande diversidade de estilos – Possuindo mais de 250 castas autóctones (uvas nativas), que produz um mosaico em expressões de brancos, rosés, tintos e espumantes de vários estilos, o que agrada diferentes perfis de consumidores. Com rótulos frutados, frescos, e acidez vibrante como os vinhos verdes, conquistaram o paladar, além de harmonizar muito bem com o clima e a gastronomia brasileira.

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Ótimo custo e qualidade – Os vinhos portugueses oferecem qualidade, teor alcoólico mediano, sustentabilidade e ótimo preço de mercado. E nestes quesitos, é difícil competir com portugueses. O país vive atualmente um renascimento que se alinha perfeitamente com o futuro global dos vinhos, que prioriza valor, qualidade e práticas éticas.

O excelente custo/prazer nasce de uma combinação rara. Portugal preserva centenas de castas autóctones, imensa diversidade de terroirs e conta com produtores com que unem séculos de conhecimento às mais modernas técnicas de vinificação. O resultado são vinhos cheios de personalidade, capazes de competir com rótulos muito mais caros de países também tradicionais.

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O país oferece uma ampla gama de vinhos acessíveis que entregam complexidade, equilíbrio e identidade, permitindo ao consumidor descobrir rótulos extraordinários sem comprometer o orçamento.

Acordos comerciais e presença consolidada – Importadoras brasileiras trabalham com Portugal há décadas, construindo um portfólio amplo e uma logística eficiente. A redução de tarifas de importação via acordo entre Mercosul e União Européia irá tornar os vinhos europeus mais competitivos no país,
impulsionando ainda mais a entrada de rótulos básicos, que hoje é a grande maioria, mas também a importação de rótulos Premium.

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Portugal não vende apenas vinho ao Brasil, mas uma história de conexão que o brasileiro entende na forma como comunicam o vinho, sentindo mais segurança de escolher um vinho sem medo de errar, e isto muitas vezes vale mais do que tradição e prestígio, também costumam apresentar seus vinhos de maneira mais acessível e menos técnica, onde sabor, prazer, gastronomia, hospitalidade e autenticidade caminham juntos.

Outro trabalho importante que aproxima e fortalece o vínculo do vinho e seu consumidor. Eventos como feiras, degustações, jantares harmonizados, Masters Classes com produtores, Sommeliers e jornalistas especializados, que transformam curiosidade e experiência em hábitos de consumo.

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Hora do tejo – Região vizinha de Lisboa e do Alentejo, o Tejo é talvez a região portuguesa mais subestimada pelo consumidor brasileiro, possui excelente relação preço/qualidade, Banhada pelo rio do mesmo nome, que é importante na moderação do clima da região, que produz vinhos tintos de fruta generosa, brancos frescos, de rótulos que cabem no dia a dia do brasileiro.

“O Tejo é uma daquelas regiões que o brasileiro está descobrindo com surpresa; vai dos tintos e brancos de alta gama, com potencial de guarda, aos mais frutados e descomplicados. Sempre com preço honesto e uma identidade que o rio desenha há séculos. Levar isto a todo o Brasil de cidade em cidade, é redescobrir o Tejo em cada parada”, afirma Marcelo Copello, um dos melhores especialistas em vinho do Brasil.

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Florianópolis recebe a estreia da Caravana do Tejo 2026

Após o sucesso das edições 2024 e 2025, o roadshow dos vinhos da região portuguesa do Tejo estreia a nova temporada na capital catarinense com jantar harmonizado e master class nesta quarta-feira (8). Em cada cidade, oito ao todo, durante o dia Marcello Copello terá encontros com a imprensa e Trade local.

A noite Copello conduz uma Master Class seguida de jantar harmonizado, no Rancho Açoriano de Coqueiros. O jantar é aberto ao público, os ingressos estão à venda no Sympla. O menu completo será harmonizado com seis vinhos do Tejo.

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Sobre Marcelo Copello

Reconhecido como um dos melhores especialistas em vinho do Brasil, Marcello soma mais de 35 anos de carreira. Eleito “o mais influente jornalista de vinhos do Brasil” pela revista Meininger ‘s Wine Business International, É Publisher da revista BACO Wine Report, curador do Rio Wine and Food Festival e colunista da Veja São Paulo e Veja Rio. Autor de oito livros premiados em três idiomas, além de diversos guias de vinhos, e atua como jurado em concursos internacionais.

Se esta matéria despertou curiosidade e desejo de conhecer mais dos vinhos de Portugal, o convite está feito. Venha descobrir os grandes vinhos do Tejo, em um jantar exclusivo conduzido por Marcelo Copello, maior jornalista de Vinhos do Brasil. Venha viver este momento especial, de descobertas, histórias e experiência exclusiva.

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Saúde,

Néa Silveira
@neasommeliere