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    Transporte coletivo

    Agir estuda implantar tarifa embarcada em Blumenau

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    Por Pedro Machado
    17/07/2018 - 16h11 - Atualizada em: 17/07/2018 - 16h19
    Foto: Patrick Rodrigues

    A Agência Intermunicipal de Regulação do Médio Vale do Itajaí (Agir) começou a estudar a possibilidade de implantar um valor diferenciado da tarifa do transporte público de Blumenau para os usuários que pagam a passagem em dinheiro dentro dos ônibus.

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    A chamada tarifa embarcada chegou a ser um tema levantado durante a elaboração do novo edital de concessão para exploração do serviço na cidade e já é aplicada em várias cidades. Em Joinville, por exemplo, o bilhete comprado antecipadamente custa R$ 4,30. Quem paga na hora de passar pela catraca desembolsa R$ 4,65.

    O modelo aplicado na maior cidade catarinense é um dos que serão levados em conta nas análises da equipe técnica da Agir. Como lá, o pagamento em dinheiro pesaria mais no bolso do usuário de ônibus de Blumenau.

    O presidente do Seterb, Marcelo Althoff, diz que a intenção é justamente desestimular o uso de cédulas e moedas e, como consequência, ampliar a utilização do cartão. Cita, com isso, eventuais ganhos em agilidade no embarque aos coletivos (não seria mais necessário contar o troco, por exemplo), mais segurança nas transações e possibilidade até mesmo de mapear com mais precisão o perfil dos usuários, por meio dos dados cadastrados nos cartões. Já a Blumob teria uma receita antecipada que poderia facilitar o planejamento.

    De acordo com o gerente de Controle, Regulação e Fiscalização de Transporte Coletivo e demais Serviços Públicos da Agir, Daniel Narzetti, hoje cerca de 25% dos usuários de ônibus da cidade pagam a tarifa em dinheiro vivo. Ainda segundo ele, um eventual desconto para quem utiliza o cartão seria subsidiado pela tarifa mais cara paga em dinheiro, numa equação que não teria grandes interferências no fluxo de caixa da concessionária.

    Existe a possibilidade de que um primeiro resultado desse estudo seja apresentado antes da definição do reajuste da tarifa do sistema, que pelo contrato de concessão ocorre sempre no início de dezembro. De todo modo, qualquer implantação de um novo modelo de cobrança, se acontecer, deve levar mais tempo. Será preciso testar as mudanças e adotá-las de maneira gradativa.

    Custos detalhados

    Os ônibus de Blumenau ganharão nos próximos dias novos adesivos com informações, em detalhes, da composição do preço da tarifa do transporte coletivo. Lá estarão, por exemplo, os custos embutidos na passagem com o pagamento a motoristas e cobradores, despesas com combustível, pneus e manutenção, o peso das gratuidades e o lucro da concessionária. Para o prefeito Mário Hildebrandt (PSB), é uma maneira de aumentar a transparência sobre um tema que volta e meia provoca polêmica na cidade.

    Aliás

    Se vingar, a ideia de desestimular o pagamento em dinheiro nos ônibus de Blumenau abre margem para que seja retomado, num futuro talvez não muito distante, o debate sobre a necessidade de cobradores dentro dos coletivos. Hoje há lei municipal que obriga a presença desses profissionais.

    Há quem entenda que a função já é obsoleta e sua eliminação abriria margem para uma redução maior na tarifa. Por outro lado, existem os que defendem a permanência por uma questão social (geração de empregos) e por entenderem que os cobradores têm papel importante também no fluxo de saída dos passageiros.

    Perguntei nesta terça-feira ao prefeito Mário Hildebrandt (PSB), durante evento com jornalistas, se o assunto estava no radar da prefeitura. Disse ele que essa decisão “cabe à comunidade”. A exposição dos custos da tarifa nos ônibus deve intensificar essa discussão.

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