O fim da alíquota de 35% para carros importados pelo Brasil de países europeus, uma das medidas contempladas pelo recém-assinado tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, não altera os planos da BMW para a fábrica de Santa Catarina. A direção da montadora no país não tem a perspectiva de importar veículos produzidos na Alemanha para substituir a fabricação local, em Araquari.

Continua depois da publicidade

A presidente da BMW do Brasil, Maru Escobedo, diz que a empresa sequer começou a pensar nessa possibilidade devido ao longo tempo que o acordo levou para ser assinado e mais o tempo previsto para a liberação do imposto para carros – a redução gradativa só começa sem sete anos, e a isenção total só deve valer em 15 anos. As informações são de reportagem do Valor Econômico.

De Araquari, cuja linha fabrica quatro modelos, saíram 62% dos veículos da marca vendidos no Brasil em 2025. A executiva, por outro lado, admitiu que o acordo talvez ajude a BMW nas peças que a montadora traz para produzir no mercado brasileiro.

Os carros produzidos em Santa Catarina têm entre 40% e 60% de conteúdo nacional. Por isso, a montadora não tem, também, interesse na produção de veículos semimontados, segundo a reportagem.

Ainda segundo Escobero, exportar poderá em algum momento entrar nos planos da operação industrial da BMW no país, mas isso não está previsto no momento.

Continua depois da publicidade