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Cia. Hering anuncia que vai fechar fábrica em Indaial

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Por Pedro Machado
25/06/2019 - 16h15 - Atualizada em: 25/06/2019 - 16h42
Funcionários da unidade foram comunicados da decisão nesta terça-feira (Foto: Patrick Rodrigues)

A Cia. Hering vai fechar a fábrica de Indaial, no bairro Encano. A decisão foi comunicada aos funcionários da unidade nesta terça-feira. Procurada pelo blog para comentar o assunto, a empresa, em nota enviada pela assessoria de imprensa, confirmou o fim das operações. E disse que a medida “ocorreu devido a uma reorganização do fluxo operacional da companhia na região”.

No mesmo documento, a Cia. Hering também disse que as atividades de Indaial, que eram basicamente de confecção, serão absorvidas por outras unidades produtivas, “dando maior agilidade à operação”, e que está fazendo esforços para “realocar os colaboradores, na medida da disponibilidade interna e interesse individual”. Na região, restaram apenas as duas plantas de Blumenau, nos bairros Bom Retiro e Velha.

Segundo o Sintrafite, sindicato que representa os funcionários das indústrias têxteis de Blumenau, Gaspar e Indaial, a unidade empregava cerca de 170 pessoas. Uma centena delas já teria sido desligada nesta terça-feira. O restante ainda deve trabalhar mais alguns dias. Não há problemas com atraso de salários e pagamento de direitos trabalhistas.

A entidade também diz que houve uma série de demissões em Blumenau nos últimos 60 dias – seriam em torno de 90 – e que cerca de 80% dos trabalhadores da linha de produção na cidade terão 15 dias de férias coletivas em julho. O blog também questionou a assessoria de imprensa da companhia sobre estas medidas, mas não obteve resposta.

Histórico

Este não é o primeiro movimento deste tipo que a companhia faz na região na história recente. Em 2015, a Cia. Hering encerrou operações em Rodeio, onde estava há 40 anos, argumentando se tratar de uma adequação “estratégica para a logística, com o objetivo de ampliar a agilidade dos processos”, conforme nota oficial repassada à reportagem do Santa na época. Cerca de 150 pessoas trabalhavam na unidade.

Quatro meses depois, já em 2016, a empresa anunciou que iria desativar a unidade de Ibirama, onde trabalhavam 250 pessoas entre costureiros, mecânicos e supervisores. Mais uma vez justificou se tratar uma reestruturação interna. Parte da produção que era feita no Vale foi absorvida por unidades em Goiás, onde os custos com mão de obra e melhores incentivos fiscais tornariam a operação mais rentável.

A julgar pelos números mais recentes do balanço financeiro da Cia. Hering, a decisão de fechar mais uma fábrica no Vale não tem relação com eventuais dificuldades financeiras. No primeiro trimestre do ano, a receita líquida da companhia subiu 8,8% frente ao mesmo período de 2018, para R$ 373,9 milhões. O lucro líquido cresceu 36%, de R$ 34,3 milhões para R$ 46,6 milhões.

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