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Coronavírus: entidades pedem retomada gradual da economia de SC a partir do dia 30

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Por Pedro Machado
25/03/2020 - 17h06 - Atualizada em: 25/03/2020 - 19h50
Comércio fechado
Comércio de rua é uma das atividades suspensas por decreto do governo do Estado (Foto: Patrick Rodrigues)

Cerca de 50 entidades representativas da indústria, do comércio e do setor de serviços de Santa Catarina, incluindo a Associação Empresarial de Blumenau, pedem que o governo do Estado inicie imediatamente um planejamento da retomada da economia catarinense, com a reabertura gradual de diversas atividades, hoje suspensas em função do combate ao novo coronavírus, a partir do dia 30 de março. Elas integram um movimento chamado Reage SC e defendem "destravar gradativamente os segmentos do setor produtivo para evitar um colapso econômico e social sem precedentes".

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O grupo encaminhou nesta quarta-feira (25) ofício ao governador Carlos Moisés (PSL) com sugestões de como amenizar a situação. Moisés já havia adiantado que o Estado, em parceria com entidades representativas, avaliaria a possibilidade de flexibilizar a atividade do setor produtivo e permitir uma retomada gradual da economia.

O movimento defende, entre outros pontos, que a estratégia de quarentena e isolamento deve se focar a partir de agora nos grupos de risco. Também entende que empresas devem operar com horário ampliado para evitar aglomerações. Sobre o funcionamento de indústrias, do comércio e de serviços, sugere que ao menos seja adotado um regime de escalas das equipes. Colaboradores mais suscetíveis à doença ficariam em casa.

Uma das propostas pede ainda o veto de legislação que controle preços de mercado "por compreender que resultam inevitavelmente em redução de oferta e escassez de produtos essenciais". O Reage SC também sugere campanhas publicitárias de conscientização sobre a necessidade de retomada da economia.

Na mensagem endereçada ao governador, as entidades reconhecem os esforços do governo na contenção da pandemia, mas dizem que argumentos como "basta ficar em casa" e "salvar vidas é mais importante do que a economia" desconsideram "o enorme impacto humanitário e social de uma recessão econômica profunda, que afeta principalmente os segmentos mais vulneráveis da população".

Confira o ofício na íntegra

(Foto: )

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