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Coronavírus: pequenos negócios do Vale perdem R$ 1,2 bilhão e 53 mil empregos em meio à pandemia

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Por Pedro Machado
20/04/2020 - 13h56 - Atualizada em: 20/04/2020 - 17h58
Carteira de trabalho
Levantamento do Sebrae-SC revela que 34% das empresas diminuíram o número de funcionários (Foto: Gilmar de Souza, BD)

A pandemia do novo coronavírus já provocou perdas de R$ 1,2 bilhão entre empreendedores individuais e micro, pequenas, médias e grandes empresas do Vale do Itajaí, segundo pesquisa apresentada na tarde desta segunda-feira (20) pelo Sebrae-SC.

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O levantamento mostrou que em 93% das empresas da região o faturamento caiu depois da quarentena. Em média, a diminuição chegou a 67,1%. O mapeamento ainda revela que 34% das empresas do Vale diminuíram o número de empregados. Foram 53,2 mil demissões desde o início da pandemia.

— Os números mostram que os pequenos negócios, em especial os MEIs (microempreendedores individuais) e micro, são os mais afetados neste momento — avaliou Luc Pinheiro, diretor-técnico do Sebrae-SC, durante a apresentação da pesquisa.

O levantamento do Sebrae foi feito entre os dias 13 e 14 deste mês. Foram entrevistados 4.348 empresários de 189 cidades do Estado, num universo estimado de 856 mil empreendimentos. Na ocasião, 27% das empresas do Vale consultadas disseram estar fechadas temporariamente, aguardando a liberação para voltar a funcionar.

406 mil empregos a menos em SC

Em todo o Estado, a pandemia já custou 406 mil empregos ao setor, com perdas às micro e pequenas empresas de R$ 9,4 bilhões. Cerca de 91% dos consultados disseram que o faturamento diminuiu ao longo da quarentena, com redução média de 64%. Neste período, 10,4 mil empresas fecharam e disseram que não vão reabrir as portas.

O levantamento mostra ainda que, dentro dos setores da economia, o comércio (94%) e a indústria (93%) sentiram mais a queda nas receitas desde o início da quarentena do que empresas de serviços (89%) e o agronegócio (69%).

Os segmentos mais afetados foram o de beleza (99% das empresas perderam faturamento no período), da moda (98%), turismo (96%) e alimentos, bebidas, metalurgia e veículos (cada um com 95%). Com a reabertura gradual da economia, a expectativa do Sebrae-SC é de que a curva de prejuízos para de subir.

Retomada será lenta, projeta entidade

Durante a apresentação da pesquisa, o diretor-superintendente do Sebrae-SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, admitiu que a retomada da economia será lenta e gradual e que o grande papel da entidade será ajudar os pequenos negócios a buscar um novo reposicionamento de mercado.

O dirigente também comentou sobre o acesso a crédito por parte de micro e pequenas empresas, um obstáculo na maioria dos casos. Fonseca lembrou que a demanda por socorro financeiro cresceu muito, o que acabou sobrecarregando a análise das demandas pelas instituições financeiras. E acrescentou que bancos também estão mais criteriosos na hora de liberar dinheiro.

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Um olhar especializado na economia e nos negócios dos setores pulsantes de Blumenau e região.

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