A Estrela, uma das mais icônicas fabricantes de brinquedos do Brasil, informou na manhã desta quarta-feira (20) que ajuizou pedido de recuperação judicial, em processo que engloba oito empresas que formam seu grupo econômico. O caso será avaliado pela comarca de Três Pontas, em Minas Gerais.
Continua depois da publicidade
Em fato relevante, a companhia disse que a medida é reflexo da necessidade de reestruturação do passivo. O valor da dívida é de R$ 109,1 milhões.
Relembre brinquedos clássicos da Estrela
A Estrela cita ainda “pressões econômicas e setoriais relevantes”, como o aumento do custo de capital e restrição de crédito, mudanças no comportamento de consumo, com maior competição de alternativas digitais, e impactos acumulados ao longo dos últimos anos sobre a estrutura financeira da empresa.
“A companhia reafirma sua confiança na continuidade regular de suas operações, mantendo suas atividades industriais, comerciais e administrativas, bem como o atendimento a clientes, parceiros e fornecedores, adotando as medidas necessárias para assegurar a continuidade de seus negócios ao longo do processo de reestruturação”, diz o documento.
A recuperação judicial é um dispositivo previsto em lei que permite que empresas em dificuldades financeiras tenham acesso a alguns benefícios – como suspensões de ações de execução e preservação do patrimônio – para reestruturar o negócio, mantendo as atividades e a geração de empregos.
Continua depois da publicidade
A Estrela disse ainda que sócios, acionistas, administradores e diretores continuam à frente da liderança da atividade empresarial e que um plano de recuperação judicial, documento com propostas para pagamento e reestruturação das dívidas, será apresentado “oportunamente”.
Fundada em 1937, a Estrela começou como uma modesta fábrica de bonecas de pano e carrinhos de madeira. Em 1944, foi uma das primeiras empresas brasileiras a abrir capital. É fabricante de alguns dos brinquedos e jogos de tabuleiro mais icônicos e marcantes da vida de milhares de brasileiros, como Banco Imobiliário, Detetive, Ferrorama e Jogo da Vida, além da boneca Susi, por muito tempo considerada a maior rival da Barbie.







