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    Empresa do transporte coletivo de Gaspar demite todos os funcionários

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    Por Pedro Machado
    02/04/2020 - 15h06 - Atualizada em: 02/04/2020 - 15h31
    Coletivo Caturani
    Empresa operava em Gaspar desde 2016 (Foto: Reprodução, Facebook)

    A Coletivo Caturani, empresa responsável pelo transporte coletivo de Gaspar, anunciou que vai demitir todos os seus 42 funcionários. Em ofício encaminhado à prefeitura nesta quarta-feira (1º), a empresa alega que está sem dinheiro em caixa para pagar funcionários e cumprir outras obrigações financeiras porque perdeu sua única fonte de receita desde que o transporte municipal de passageiros foi suspenso em Santa Catarina por determinação do governo do Estado.

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    No documento, a Caturani diz que reuniu os trabalhadores para explicar a situação e que a decisão foi aceita pelos empregados. As demissões serão feitas, segundo consta no ofício, individualmente, com parcelamento das verbas rescisórias diante da “situação de força maior”.

    “Não havia outra alternativa para o momento, como forma de assegurar algum recebimento aos funcionários (parcelamento das verbas, saque do FGTS, seguro desemprego), diante da paralisação total do transporte”, diz a empresa no documento.

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    A Caturani operava em Gaspar desde outubro de 2016 por meio de um contrato emergencial. No ofício, a empresa diz estar “disposta a dar continuidade nos trabalhos quando os decretos de isolamento cessarem”, desde que com condições para tanto asseguradas pela prefeitura. Os créditos nos cartões dos usuários vão valer quando o transporte voltar à normalidade, pelas mãos da Caturani ou de outra empresa que assumir a operação.

    A coluna tentou, mas não conseguiu contato com a companhia até o momento. Em nota, a prefeitura de Gaspar diz que estava prestes a assinar um novo contrato de prestação de serviços de transporte coletivo, mas interrompeu o processo diante da suspensão do serviço em todo o Estado.

    O município também informou que “lamenta profundamente a demissão dos funcionários e reforça que, apesar de não poder interferir diretamente no acordo entre empresa privada e colaboradores, continua a negociação para que, assim que autorizado o retorno do transporte público, o contrato possa ser assinado e os serviços retomados”.

    O Sindetranscol, sindicato que representa os trabalhadores do transporte coletivo de Blumenau, com base também em Gaspar, disse que pretende tomar medidas contra a decisão e prepara um posicionamento oficial sobre o caso ainda para esta quinta-feira (2).

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