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Empresas com planos estruturados de sucessão ainda são minoria em SC, diz estudo

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Por Pedro Machado
07/12/2019 - 15h44
Escritório
Só 16% das companhias têm ações para garantir a disponibilidade de sucessores qualificados (Foto: Felipe Carneiro, BD)

Ter um plano de sucessão estruturado e tirá-lo do papel ainda é um dos maiores gargalos administrativos das empresas de Santa Catarina. O desafio ganha contornos ainda maiores em um Estado com muitas companhias familiares. A constatação vem de um amplo e rico estudo sobre práticas de recursos humanos elaborado pela Véli, consultoria de Blumenau especializada em soluções focadas em gestão de pessoas.

O levantamento, feito com 74 empresas do Estado (78% com sede no Vale) de diferentes portes e segmentos, mostra que apenas 16% delas desenvolvem ações para garantir a disponibilidade de sucessores qualificados para as ocupações críticas de gestão. O resultado, na avaliação da diretora de gestão e estratégia da Véli, Flávia Kurth, preocupa:

— Parece que o empresário ainda tem fé que os filhos e os netos vão levar o negócio e só se atenta a um projeto de sucessão quando não dá certo.

No geral, no entanto, a pesquisa, que avaliou tópicos como programas de atração, seleção e desenvolvimento de profissionais, gestão de liderança, avaliação de desempenho, carreira e remuneração, entre outros pontos, tem mais aspectos positivos do que negativos. O planejamento estratégico, por exemplo, já é uma prática consolidada em 73% das empresas, embora em muitos casos, segundo Flávia, o “como” alcançar os objetivos traçados ainda não seja algo muito claro.

Ainda conforme o levantamento, 74% das companhias selecionam e desenvolvem seus gestores com base em perfis profissionais requeridos, 56% têm avaliação de desempenho vinculada aos resultados planejados e 52% contam com programa de gestão de carreiras e remuneração. Ponto positivo: 82% das empresas têm mulheres ocupando cargos de diretoria e de alta gestão, indicador acima da média.

Inovação mais presente

O estudo mostra também que 53% das empresas desenvolvem iniciativas que estimulam o questionamento, a reflexão e a proposição de melhorias e inovação por parte de colaboradores. O percentual pode soar baixo, mas na avaliação de Flávia era bem menor cinco anos atrás e está em alta:

— A sede pela inovação e a curiosidade de se aproximar da cultura das startups é notória.

Desafios do RH

A partir de respostas abertas, a pesquisa também compilou o que as empresas acreditam ser os principais desafios para a área de RH. Muitas delas têm relação com pessoas. A lista inclui a inclusão de idosos no mercado de trabalho, tornar as empresas mais atrativas para as novas gerações, conflito de gerações e alinhamento das expectativas entre profissionais e negócios.

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Um olhar especializado na economia e nos negócios dos setores pulsantes de Blumenau e região.

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