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    Estudo identifica principais atrativos turísticos da Vila Itoupava

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    Por Pedro Machado
    03/03/2020 - 14h35 - Atualizada em: 04/03/2020 - 11h16
    Vila Itoupava
    Centro Cultural e Turístico é um dos atrativos mapeados no trabalho

    Em breve o reduto mais alemão de Blumenau terá um plano de turismo para chamar de seu. Foi apresentado na manhã desta terça-feira (3) o estudo preliminar que vai embasar o Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável da Vila Itoupava. O trabalho foi coordenado pela consultoria Girus Soluções em Turismo em parceria com o Sebrae-SC.

    Nesta primeira etapa, o levantamento identificou oito atrativos turísticos na região: o Centro Cultural e Turístico da Vila (antiga Cervejaria Feldmann), as cervejarias Alles Blau e Container (que, embora tenham endereço na Itoupava Central, ficam próximas da região), o conjunto de casas históricas de arquitetura enxaimel, a Igreja Luterana Itoupava Rega, o Museu dos Clubes de Caça e Tiro (também na Itoupava Central) e os pesque-pagues Irineu Neuenfeldt e Recanto Lagoa Bruch. Desses, cinco na Vila Itoupava já estão atendendo visitantes e turistas, mas ainda há outros 15 com potencial turístico que fazem parte do estudo.

    Também foi mapeada a infraestrutura disponível na região para receber turistas. Um dos gargalos identificados foi a baixa oferta de meios de hospedagem. A Vila Itoupava conta com apenas um hotel – e nenhuma agência de turismo localizada no distrito. Considerando outro próximo, na Itoupava Central, são apenas 30 apartamentos, com 72 leitos. 

    O estudo ainda listou nove restaurantes e bares na região que, somados, têm capacidade para receber 940 pessoas. Um dos maiores potenciais são os locais que podem abrigar eventos. Foram nove mapeados, incluindo sedes de sociedades recreativas, associações esportivas e clubes de caça e tiro. Juntos, eles têm capacidade para receber pelo menos 2,3 mil pessoas.

    — Isso aqui (a Vila Itoupava) é uma pérola que ainda não está sendo bem oferecida no mercado. Então a gente entende que, com algumas ações de estruturação e uma promoção qualificada, é possível gerar bastante resultados — avalia Carlos Capellini, sócio-diretor da Girus, que já desenvolveu trabalhos semelhantes em outras cidades catarinenses e também do Brasil.

    Feito o diagnóstico, o próximo passo será a realização de seminários com moradores e lideranças locais. A ideia é que a própria comunidade participe da construção de ações específicas para desenvolver o turismo da região, a partir dos atrativos e da realidade mapeada. Depois disso, o documento final ainda precisará ser submetido à aprovação na Câmara de Vereadores. O intendente da Vila Itoupava, Leandro Silva, o Índio, espera que tudo esteja finalizado ainda em 2020:

    — É a primeira vez que o poder público e a comunidade conseguem discutir e organizar o planejamento de um documento, que é esse plano de desenvolvimento para a Vila Itoupava. Naturalmente ele é mais vocacionado ao turismo, mas acaba fazendo uma interlocução com as outras áreas e propiciando esse planejamento estratégico que perpassa gestões. É um documento concreto que vai ficar de legado para os próximos 10 anos.

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