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    PRODUÇÃO ABALADA

    Estudo mostra impactos da pandemia na arrecadação de ICMS e na balança comercial do Vale

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    Por Pedro Machado
    23/07/2020 - 14h14 - Atualizada em: 23/07/2020 - 14h18
    Produção industrial
    Índice da Facisc também apontou estagnação da atividade econômica do Vale no primeiro trimestre (Foto: Patrick Rodrigues, BD)

    Termômetro do desempenho da economia, a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) caiu 4,1% no Vale do Itajaí no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2019. O recuo é consequência direta da pandemia e não se restringe à região. Em Santa Catarina, o recolhimento do tributo encolheu 8,1% entre janeiro e junho. Os dados comparativos foram divulgados pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc).

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    O levantamento também mostra que o estoque de empregos formais no Vale em maio - último dado disponível - havia caído 3,8% na comparação com dezembro do ano passado. Foi uma queda maior do que a média estadual, que apresentou diminuição de 2,4%.

    Exportações e importações igualmente tiveram retração no primeiro semestre de 2020. Somando todos os municípios do Vale, as vendas externas caíram 1,9% no período, índice pior que o do Estado (-0,3%). Já as compras feitas pela região no exterior caíram 8,1%. Em Santa Catarina, o recuo foi maior (-11,3%).

    Performance econômica

    A Facisc também anunciou uma nova atualização do Índice de Performance Econômica das Regiões de Santa Catarina (Iper-SC), criado pela entidade. O indicador revela estagnação da economia do Vale no primeiro trimestre de 2020: houve leve recuo de 0,1% em relação ao quarto trimestre de 2019. Em Santa Catarina, a queda foi um pouco maior, de 0,6%. O período, de janeiro a março, não abrange completamente os efeitos provocados pela pandemia.

    Na comparação direta com o primeiro trimestre de 2019, o índice para o Vale apresentou alta de 2,8%. Para Santa Catarina, o crescimento foi de 1,9%.

    O indicador tem uma metodologia própria, que considera variáveis como geração de emprego nos setores da economia – indústria, comércio, serviços e agronegócio –, exportações e importações, operações de crédito, financiamentos imobiliários, depósitos, consumo de energia elétrica e frota de veículos. Foi criado para ser uma alternativa de leitura do cenário econômico, já que o Produto Interno Bruto (PIB) municipal, o índice oficial da produção de riquezas, é divulgado com dois anos de defasagem.

    Programa emergencial

    O material divulgado pela Facisc também revela que, de 12 microrregiões catarinenses, o Vale do Itajaí foi a que computou o maior número de adesões ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, a MP 936: foram 175.949 acordos para a suspensão de contratos de trabalho ou redução de jornada e salário. Na região Norte, segunda colocada da lista e forte polo industrial, foram 137.988.

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