A Coteminas teve o registro de companhia aberta cancelado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por deixar de prestar informações à autarquia, responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais no Brasil. Na prática, a decisão impede que a empresa têxtil, que tem fábrica em Blumenau, negocie ações na Bolsa de Valores brasileira.

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O comunicado foi feito pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da CVM na última sexta-feira (9). A decisão também abrangeu a Springs Global, controlada da Coteminas, que desde 2024 está em recuperação judicial na tentativa de renegociar dívidas de R$ 2 bilhões. Em dezembro, credores da empresa aprovaram o plano de reestruturação da operação.

Recuperação judicial expõe tamanho do rombo financeiro da Coteminas

A Coteminas já estava com o registro suspenso desde agosto de 2024, também por deixar de prestar informações obrigatórias à CVM. A companhia chegou a adiar várias vezes a apresentação de balanços financeiros. Os resultados de 2024 foram comunicados apenas em dezembro do ano passado.

Na nota, a SEP lembrou ainda que, em caso de cancelamento, “a companhia não pode ter os valores mobiliários por elas emitidos admitidos à negociação em mercados regulamentados, quais sejam: balcão organizado, bolsa ou balcão não organizado”.

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A decisão, continua o comunicado, não exime a Coteminas e seus controladores e administradores da responsabilidade de eventuais infrações cometidas antes do cancelamento do registro.

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