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Paralisação dos caminhoneiros

Fiesc calcula prejuízo de R$ 1,67 bilhão para a indústria de SC após greve

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Por Pedro Machado
01/06/2018 - 18h11 - Atualizada em: 01/06/2018 - 18h16
Desabastecidas de matéria-prima, várias empresas do Estado tiveram de parar a produção (Foto: Salmo Duarte)

Em dez dias de paralisação dos caminhoneiros, a indústria catarinense acumulou um prejuízo de R$ 1,67 bilhão, conforme estimativas divulgadas nesta sexta-feira pela Fiesc. Ao longo desse período, várias empresas de todo o Estado suspenderam as atividades por falta de matéria-prima e por não poderem escoar a produção devido à falta de combustível. O campo foi um dos setores mais atingidos, com morte e desnutrição de animais e descarte de leite.

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De acordo com a entidade, o segmento teria que crescer 2,8% neste ano apenas para equiparar as perdas, sem contar os insumos e produtos perecíveis que acabaram no lixo. Se a economia não melhorar no segundo semestre, é possível que o setor não alcance esse percentual e termine 2018 no vermelho.

Diante do quadro, o presidente da Fiesc, Glauco Côrte, solicita algumas medidas para amenizar o impacto sofrido pelas indústrias. Sugere facilitação de acesso ao crédito junto a instituições como BNDES e Badesc e prolongamento do período de recolhimento de tributos, para que as empresas priorizem a folha de pagamento dos funcionários. Este segundo ponto deve ser mais delicado, já que as finanças do governo do Estado também foram afetadas pelo movimento grevista.

Ainda conforme Côrte, embora haja peculiaridades entre os diferentes segmentos da diversificada economia catarinense, a retomada da produção na indústria deve ocorrer totalmente em apenas um ou dois meses.

Para chegar ao valor total, a Fiesc tomou como base o valor adicionado bruto da indústria catarinense. Estimativas indicam que em 2017 esse índice foi o equivalente a R$ 61 bilhões, equivalente a um nível de produção diário de R$ 167 milhões ou de R$ 242 milhões por dia útil. Uma paralisação de dez dias, portanto, significaria uma perda de R$ 1,67 bilhão para o setor.

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