O pórtico de entrada com acesso pela Marginal Oeste da BR-101, a cinco minutos do Balneário Shopping, não dá a verdadeira dimensão do Colinas de Camboriú. Só imagens de drone são capazes de revelar a imensidão do bairro planejado de alto padrão cercado por uma vasta área verde, que contrasta com a verticalização frenética e o agito que se vê a poucos metros de distância do outro lado da rodovia.
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— Eu costumo dizer que o Colinas é um “oásis” entre Balneário Camboriú e Camboriú — diz Luian Silvestre, sócia administradora do empreendimento.
A proposta faz jus ao título. São 900 mil metros quadrados de área, dos quais quase metade – cerca de 400 mil metros quadrados – de Mata Atlântica preservada, uma raridade na região. Trata-se de um pulmão verde equivalente ao Central Park de Nova York, compara a executiva.
Meio século atrás, o terreno foi comprado por Aujor Fernandes Silvestre. O Litoral não era tão disputado pelo mercado imobiliário como hoje em dia, mas já era alvo de investidores de olho no potencial das praias. Contrariando quase todo mundo, ele decidiu apostar no lado oposto.
— As pessoas chamavam ele de louco, diziam que estava queimando dinheiro num lugar longe do mar. Para alguns, aquilo parecia uma insanidade — lembra Luian.
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Veja fotos do Colinas de Camboriú
O tempo provou o contrário. Foi neste grande pedaço de terra comprado pelo pai que Luian e o irmão, Aujor Filho, idealizaram o Colinas de Camboriú. Lançado em 2019 e inaugurado em 2023, o bairro planejado tem 796 lotes, distribuídos entre áreas residenciais e comerciais. Também há espaço reservado para a construção de edifícios, além de áreas de lazer e de práticas de esportes.
O conjunto todo tem um valor geral de vendas (VGV) projetado em R$ 10 bilhões, uma conta conservadora, segundo os sócios. Cerca de 90% dos lotes já estão vendidos, com valorização superior a 400% desde 2019 – os preços passaram de R$ 328 mil para R$ 1,4 milhão, provando que geração de valor na região não depende só da orla. A lista de clientes tem celebridades do mundo esportivo, como o técnico Dorival Jr. e o atacante Raphinha, além de compradores estrangeiros.
Apesar de somente 47 lotes ainda estarem disponíveis, pouca gente mora ali por enquanto. São cerca de 40 casas já construídas. Mas em “operação full”, o bairro planejado pode abrigar uma população aproximada de 13 mil pessoas, superior à de muitas cidades do interior catarinense, por exemplo.
Meio bilhão em novos lançamentos
O Colinas de Camboriú é discreto na comunicação e não costuma fazer muito alarde com mídia. Mas promete para junho um grande evento para anunciar novos lançamentos, com investimentos na ordem de R$ 500 milhões que se complementarão à infraestrutura básica que já está concluída.
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— Eu brinco que nós já entregamos o software e agora estamos desenvolvendo o software — diz Luian.
A lista de novidades, com operações-âncoras, inclui a construção de uma escola-modelo da rede COC com 6 mil metros quadrados de área, ensino bilíngue e capacidade para 2,5 mil alunos. Outro projeto é o que os investidores chamam de “sênior living”, um amplo espaço de saúde e bem-estar para idosos.
Também está previsto um grande boulevard com operações comerciais, como supermercado, padaria, clínicas médicas, pet shop, teatro, escritórios e salão de beleza, entre outros serviços. Tudo isso será implantado em um terreno em frente ao Colinas de Camboriú que já pertence à família.
— O público tem buscado áreas mais verdes, silenciosas e organizadas, mas sem abrir mão de serviços, mobilidade e proximidade com o eixo urbano — aposta Aujor Filho.
Primeiros prédios
Em paralelo, o Colinas também deve começar a receber em breve edifícios residenciais e comerciais – são até 40 previstos no master plan. O primeiro empreendimento de luxo a ser lançado é o Athene. O nome faz referência a um gênero comum de corujas-buraqueiras e surgiu naturalmente, quando os responsáveis pelo projeto avistaram uma família inteira da ave no terreno.
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O VGV é estimado em R$ 160 milhões, segundo Thomas Fischer, presidente da FHaus Empreendimentos, que assina o projeto. Com duas torres de 16 pavimentos que formam o desenho de uma asa de coruja, o Athene terá 148 apartamentos com uma, duas e três suítes e áreas que variam de 54 a 108 metros quadrados. Ele carrega uma arquitetura fora do convencional, algo que a administração do Colinas de Camboriú está buscando.
Luian e Aujor Filho estiveram nesta semana na Bienal de Arquitetura Brasileira, em São Paulo. Na capital paulista, foram prospectar novos projetos para o bairro planejado que valorizem a inovação, a biofilia e o paisagismo.
— O Colinas é como se fosse um papel em que os arquitetos podem planejar tudo desde o início — diz ela.














