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Mobilidade urbana

Frota do transporte coletivo de Blumenau terá redução de 30 ônibus

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Por Pedro Machado
13/03/2021 - 15h55 - Atualizada em: 13/03/2021 - 15h57
Terminal da Fonte
É a segunda redução do tamanho da frota em menos de um ano (Foto: Patrick Rodrigues)

O transporte coletivo de Blumenau vai perder mais 30 ônibus. A nova redução da frota foi reivindicada pela Blumob, autorizada pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Seterb) e ratificada pela Agência Intermunicipal de Regulação do Médio Vale do Itajaí (Agir), que fiscaliza a concessão e confirmou a informação à coluna.

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A revisão do tamanho da operação era uma das sugestões contidas no polêmico parecer administrativo da Agir que apontava que a tarifa de ônibus de Blumenau deveria ser de R$ 6,27 para garantir o equilíbrio financeiro do sistema. O Sindetranscol, sindicato que representa motoristas e cobradores, divulgou nota neste sábado (13) dizendo que os veículos já estão sem os adesivos que caracterizam a frota blumenauense e deixarão a cidade.

Os veículos que serão retirados já não estavam circulando desde o início da pandemia, segundo a Agir, e não havia perspectiva de que eles voltassem a ser utilizados no médio e longo prazos, já que o sistema está operando com 40% da capacidade, acrescentou a agência.

A redução, no entanto, não é definitiva. Conforme a Agir, a frota poderá ser restabelecida total ou parcialmente a pedido da prefeitura, caso o número de passageiros volte a crescer.

Atualmente o sistema tem 221 veículos à disposição, sendo que 150 estão em operação para o transporte coletivo convencional e outros quatro para o serviço Blufácil. Em agosto do ano passado, a Agir já havia autorizado uma redução da quantidade de ônibus do sistema.

Em reunião com empresários no início da semana, o diretor da Blumob, Maurício Garroti, destacou que a pandemia, além de reduzir o volume de passageiros, também fez com que a empresa enxugasse o quadro de funcionários. 

Ele destacou ainda que a crise acelerou a necessidade de uma revisão mais profunda no modelo de transporte coletivo, que no Brasil, salvo exceções, é mantido exclusivamente pela receita das tarifas cobradas dos usuários.

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