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    Patrimônio histórico

    Fundação da Hering apresenta projeto para restaurar casa de quase 100 anos em Blumenau

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    Por Pedro Machado
    11/01/2020 - 12h16 - Atualizada em: 11/01/2020 - 12h18
    Castelinho Hering
    Imóvel foi construído em 1922 (Foto: Patrick Rodrigues)

    Refugiado em meio à mata nativa no bairro Bom Retiro, em Blumenau, o quase centenário imóvel conhecido como Castelinho (não confundir com o Castelinho da Moellmann, no Centro, onde hoje funciona uma loja da Havan) deve passar por uma ampla restauração. Pelo menos é o que prevê um projeto da Fundação Hermann Hering, dona do espaço, que já recebeu aval da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura, ligada ao Ministério da Cidadania, para captação de recursos.

    A casa de três andares tem mil metros quadrados e foi tombada em 2000 como patrimônio estadual por seu valor arquitetônico e histórico. Construída em 1922, serviu de lar para a escritora Gertrud Gross Hering, filha de Hermann e Minna Hering, fundadores da tradicional companhia instalada no bairro. Falecida em 1968, a artista, cuja obra apresenta diversos aspectos da vida de imigrantes e moradores de Blumenau dos séculos 19 e 20, inclusive empresta seu nome à rua onde o imóvel foi erguido.

    No resumo do projeto, consta que o objetivo é executar obras de conservação dos elementos arquitetônicos, adequar sistemas prediais e melhorar a acessibilidade do imóvel. Gestora da fundação, Amélia Malheiros acrescenta que também estão previstas intervenções de paisagismo. De acordo com ela, a ideia é tornar a casa um espaço colaborativo, com olhar para a economia criativa e a cultura:

    — Imaginamos que cada andar tenha uma vocação, desde um espaço para exposições de artistas locais, das mais diversas artes e cultura, até uma área de trabalho mesmo, com sinergia entre esses atores, construindo mutuamente uma rede de apoio para alavancar esse empreendedorismo dentro da economia criativa.

    Tudo isso demandaria um investimento de pouco mais de R$ 2 milhões. É um aporte que, segundo Amélia, ainda depende da consolidação do resultado financeiro da Cia. Hering em 2019 – e que viria, em princípio, de dedução de impostos.

    Se sair do papel, essa não seria a primeira intervenção feita no imóvel. Entre 1989 e 1992, o espaço passou por um restauro coordenado pelo renomado arquiteto Hans Broos. Em 2015, houve adaptação de ambientes externos e internos para a realização da Mostra Casa & Cia Vale do Itajaí. Até hoje, aliás, a casa é palco de oficinas, reuniões e alguns eventos.

    Confira outras imagens da casa:

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