A “muralha de segurança” adotada nos últimos anos na Oktoberfest Blumenau será replicada em escolas e creches públicas de Blumenau. O plano da prefeitura é que a partir do início do ano letivo de 2027 toda a rede municipal esteja equipada com catracas, câmeras e leitores faciais, reforçando a vigilância no acesso às unidades de ensino.

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Na maior festa alemã das Américas, o modelo já se mostrou bem-sucedido. Em edições passadas, o uso de câmeras de última geração ajudou a identificar suspeitos de crimes, zerar as ocorrências de furtos de celular e até mesmo a localizar pessoas com mandado de prisão em aberto. A tecnologia alimenta um sistema de uma central de operações, que notifica e orienta o trabalho dos agentes de segurança.

A ideia, agora, é levar esse mesmo tipo de controle para as 46 escolas e 82 creches da rede municipal. A prefeitura calcula um investimento inicial de cerca de R$ 5 milhões na aquisição de equipamentos, incluindo 2,2 mil câmeras, 290 catracas e 140 leitores faciais, além de servidor e licença. O custo de manutenção anual do sistema é avaliado em R$ 1,9 milhão. O orçamento foi estimado com base em pesquisas de mercado.

Esse aparato substituirá a vigilância armada dentro das escolas, cujo contrato com a empresa Orcali – alvo de investigações do Gaeco – não será renovado. Ao anunciar o fim do vínculo, a prefeitura informou que contratará, de forma emergencial, “porteiros qualificados” para atuar no controle de entrada e saída de pessoas das unidades de ensino por um prazo inicial de seis meses.

O prefeito Egidio Ferrari (PL), por outro lado, disse não descartar totalmente a ideia de uma vigilância armada atuando nas escolas e creches – o cenário deve ser reavaliado após o fim desse contrato emergencial. No plano da prefeitura, esse trabalho, porém, ficaria a cargo da futura guarda municipal, responsável por rondas nas unidades de ensino. Ferrari tenta tirar a nova estrutura do papel ainda em 2026.

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Aliás

As mudanças devem exigir um grande esforço coletivo para que a proposta funcione. Milhares de alunos, pais e professores da cidade, além de prestadores de serviços regulares, precisarão fazer o cadastro facial para acessar as escolas.