Sem gasolina e álcool nas bombas dos postos, muitos motoristas estão adaptando os motores dos carros para o gás natural veicular.
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Desde a última quarta-feira, a Associação Catarinense dos Organismos de Inspeção (Acoi) contabiliza um crescimento de pelo menos 20% na procura pela conversão ou manutenção de automóveis movidos a GNV, combustível que, por ser transportado por gasoduto, não depende de caminhões para chegar aos pontos de venda.
Em Blumenau não é diferente. Proprietário de uma oficina mecânica especializada nesse tipo de serviço, Edson Mendes Junior dobrou o expediente para dar conta da demanda. Há filas de espera e até quinta-feira a equipe vai fazer a conversão de quase 30 veículos.
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— Tá uma média de sete a 10 carros por dia. Antes era um ou dois — diz o empresário.
O custo da instalação depende do tipo de equipamento e do veículo. Pode partir de R$ 2 mil e chegar a até R$ 7 mil, mas na maioria dos casos varia entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, aponta Junior.
De acordo com Alessandro Cim, diretor da Acoi, o GNV chega a ser três vezes mais econômico do que o combustível líquido. Enquanto o quilômetro rodado com o gás natural custa R$ 0,15, essa conta sobe para R$ 0,45 com a gasolina.
Em muitos casos, os únicos problemas costumam ser as perdas de potência do motor, mais sentida em veículos 1.0, e da garantia dada pela montadora fabricante.
Fornecimento normal
Responsável pelo abastecimento de 132 postos de Santa Catarina que disponibilizam o GNV, a SCGás informou ainda na última semana que a paralisação dos caminhoneiros não afeta o fornecimento desse tipo de combustível. O posicionamento continua o mesmo nesta terça-feira.
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Apenas dois estabelecimentos localizados no Vale – o Posto BB Mime 14, em Pouso Redondo, e o Posto BR 4R, em Rio do Sul – podem passar por algum tipo de problema por serem atendidos por gás natural comprimido (GNC), neste caso transportado por caminhões.
A empresa também garante que os segmentos industrial, comercial e residencial não são atingidos.
