Santa Catarina terá em breve um novo simulado de gestão de desastres naturais, desta vez cobrindo todo o território do Estado. A ação, liderada pela Secretaria da Proteção e Defesa Civil, está prevista para o dia 1º de março e reunirá, pela primeira vez, todos os 295 municípios catarinenses. Em maio de 2025, na primeira edição, foram cerca de 230 cidades envolvidas.

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Com um formato inédito no país, o simulado testa protocolos e a capacidade de mobilização das equipes da Defesa Civil e das forças de segurança em situações extremas, como enchentes, enxurradas e deslizamentos de terra. Em 2025, a atividade também mobilizou, em um cenário controlado, a abertura de abrigos, a distribuição de mantimentos e o atendimento psicossocial às “vítimas”.

O secretário Mário Hildebrandt falou sobre a preparação do simulado em passagem pela Associação Empresarial de Blumenau (Acib) nesta segunda-feira (2). À coluna, disse também que a distribuição de kits de prevenção e resposta do governo às prefeituras – que inclui tablet, notebook, TV de 50 polegadas e um Jeep – está condicionada à participação da atividade.

Veja em fotos como foi o simulado em 2025

Na apresentação aos empresários, Hildebrandt também atualizou o panorama de ações da Defesa Civil estadual na região do Médio Vale, incluindo desassoreamento de rios e investimentos previstos para a manutenção de barragens que já existem e a construção de novas em Mirim Doce, Taió, Petrolândia, Pouso Redondo, Agrolândia e Braço do Trombudo.

Disse ainda que o governo do Estado está finalizando um termo de referência para lançar uma licitação que vai prever a troca das duas comportas da barragem de José Boiteux, estrutura fundamental para conter enchentes em Blumenau.

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O secretário destacou ainda o crescimento do orçamento da Defesa Civil catarinense – que saltou de R$ 159 milhões em 2024 para R$ 330 milhões neste ano –, a futura implantação de um novo radar meteorológico na Grande Florianópolis e a aquisição de 130 novas estações hidrometeorólogicas para o Estado.

— As estações monitoram em tempo real a chuva, o nível dos rios, o vento, a temperatura e outras condições meteorológicas, apoiando a emissão de alertas e a atuação da proteção e Defesa Civil — disse Hildebrandt.