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Carreiras

Num país onde o acesso à educação é caro, o Entra21 é um modelo a ser seguido

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Por Pedro Machado
24/04/2019 - 16h22 - Atualizada em: 24/04/2019 - 16h53
Alunos selecionados participaram de cerimônia nesta quarta-feira no Teatro Carlos Gomes, em Blumenau (Foto: Divulgação)

Oportunidade. Nenhuma palavra foi mais enfatizada nos discursos de autoridades públicas, ex-alunos e representantes de empresas que apoiam o Entra21-Blusoft durante a cerimônia de lançamento da edição deste ano do programa, que ocorreu nesta quarta-feira pela manhã no Teatro Carlos Gomes, em Blumenau.

Não é por acaso. Um seleto grupo de 325 jovens com idade média de 19 anos, muitos deles de famílias de baixa renda, passou por uma extensa peneira de entrevistas e testes que reuniu 3.122 candidatos – um recorde de inscritos – e terá, nos próximos seis meses, 480 horas de aulas de programação e desenvolvimento de sistemas, línguas (inglês e alemão) e educação financeira. Tudo de graça – para eles, porque a programação sai por R$ 1,5 milhão, custo bancado pelo governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), prefeitura de Blumenau e empresas cotistas.

Os futuros alunos ouviram de quem faz ou já se beneficiou do treinamento gratuito muitas recomendações semelhantes: “aproveitem”, “absorvam o que puderem”, “não desperdicem”. Do coordenador da iniciativa, Sérgio Tomio, veio um apelo sincero, propício à faixa etária predominante no programa: “desliguem o celular nas aulas”. A mesma tecnologia que facilita a comunicação e abre um mundo de oportunidades de carreira para esses jovens pode, se mal empregada, desviar o foco e atrapalhar o processo de aprendizagem.

Em um país onde o acesso à educação, especialmente a profissional, é tão caro à maioria, o recado aos privilegiados selecionados é de que não é todo dia que uma oportunidade dessas aparece. E também de que o modelo do Entra21 merece ser replicado, algo que já vem sendo discutido internamente pela área de desenvolvimento econômico do novo governo do Estado.

Histórico

Em 14 anos, o Entra21 já capacitou cerca de 4,4 mil pessoas. Se não saem do treinamento com o nível de conhecimento muitas vezes exigido pelo mercado, esses profissionais no mínimo têm no programa uma porta de entrada para uma carreira sólida e de alto potencial de valorização. Na média histórica, sete em cada dez jovens deixam os cursos com emprego.

O índice, comemorado por Tomio, ajuda, mas ainda não é suficiente para suprir o déficit de mão de obra existente no setor. Ele lembra que nos próximos dez anos o Brasil vai criar 160 mil vagas de trabalho na área de desenvolvimento de sistemas – isso apenas na iniciativa privada. Só em Blumenau há cerca de mil oportunidades dentro do segmento em aberto, revelou o presidente do Blusoft, Henrique Bilbao. E muitas outras irão surgir com os planos de expansão já anunciados por grandes empresas locais.

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