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    Política

    Para serem eleitos, vereadores de Blumenau gastaram de R$ 2,88 até R$ 32,08 por voto

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    Por Pedro Machado
    21/12/2020 - 05h57
    Câmara de Blumenau
    Eleitos tomarão posse no dia 1º de janeiro (Foto: Patrick Rodrigues)

    Dinheiro costuma ser fator decisivo na estruturação de qualquer candidatura política, mas não é tudo. Em Blumenau, os dois vereadores mais votados nas Eleições 2020 são um exemplo de que o apoio expressivo nas urnas não está necessariamente condicionado a uma campanha volumosa em recursos financeiros.

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    Os 15 parlamentares eleitos da legislatura que começa no dia 1º de janeiro gastaram, em média, R$ 35.255,96 na campanha – o limite neste ano era de R$ 125.718,79. A campanha mais econômica foi a do Professor Gilson (Patriota), que declarou à Justiça Eleitoral despesas de R$ 11.974,04. É como se o “investimento” em cada um dos 3.311 votos conquistados, que o credenciaram ao posto de segundo vereador mais votado, tivesse sido de R$ 3,62.

    Essa média só não é menor que a do campeão de votos em 2020. Bruno Cunha (Cidadania) fez uma campanha com despesas de R$ 14.087,20, a quarta mais barata entre os eleitos. Fazendo esse comparativo, é como se cada um dos 4.892 votos do parlamentar tivesse “custado” apenas R$ 2,88.

    Entre os 15 parlamentares, a média de despesa por voto é de R$ 14,29. Há quem extrapole bastante esse número, casos de Ito de Souza (PL, R$ 32,08), Marcelo Lanzarin (Podemos, R$ 29,17), Cristiane Loureiro (Podemos, R$ 26,55) e Tuca de Santos (Novo, R$ 24,88). Coincidência ou não, estes quatro vereadores eleitos foram os que declararam as maiores despesas (veja na tabela abaixo).

    A coluna calculou essa relação a partir dos desembolsos informados pelos candidatos à Justiça Eleitoral. O prazo para a prestação de contas terminou na última terça-feira (15). Entre as despesas mais comuns dos candidatos estão a impressão de materiais de campanha (banners, folders, santinhos e adesivos, principalmente), combustível, atividades de militância (como os “bandeirões” de rua) e impulsionamento de conteúdos e propagandas nas redes sociais.

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