O Nubank agora pode dizer que, de fato e direito, é um banco. A instituição financeira anunciou nesta segunda-feira (20) um acordo para comprar o Banco Porto Real de Investimentos, fundado em 1992 no Rio de Janeiro e que atua na concessão de crédito a clientes de atacado. Os valores do negócio não foram divulgados. A operação ainda está sujeita à aprovação pelo Banco Central do Brasil.

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Mais do que uma aquisição, o movimento resolve um problema para o Nubank, que agora poderá manter, sem riscos, a palavra “bank” na própria marca. Isso porque uma resolução do BC e do Conselho Monetário Nacional (CMN) editada em novembro do ano passado estabeleceu regras referentes ao nome e à forma de apresentação ao público de instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central.

Esta normativa determinou que o uso de expressões como “banco”, “bank” ou similares no nome empresarial, marca ou domínio de internet, por exemplo, era restrito a instituições que detinham uma licença bancária – caso do Banco Portal Real, que está sendo adquirido. O Nubank já tinha licenças para operar como instituição de pagamento, corretora de títulos e valores mobiliários e financeira. Faltava esta.

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“Com o movimento, que será submetido à aprovação do Banco Central do Brasil, o Nubank cumpre os requisitos da Resolução Conjunta nº 17, editada pelo BC e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que disciplina a nomenclatura das instituições financeiras”, disse o Nubank em comunicado.

A empresa informou ainda que todas obrigações assumidas pelo Banco Porto Real serão cumpridas conforme as diretrizes estabelecidas no acordo de aquisição. E que a inclusão da nova licença ao conglomerado “não impõe exigências adicionais de capital ou liquidez, preservando sua solidez e resiliência financeira”.

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O que muda para clientes

Para os 115 milhões de clientes do Nubank no Brasil, nada muda, garantiu a companhia. O aplicativo, os produtos, os serviços, a marca e o nome da instituição permanecem os mesmos. Fundador e diretor-presidente global da instituição, David Vélez disse que o país segue como principal foco de expansão do grupo.

Em março, o Nubank filiou-se à Federação Brasileira de Bancos (Febraban), pouco depois de se consolidar como a maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes. Para 2026, a companhia também anunciou R$ 45 bilhões em investimentos no mercado nacional, quase o dobro do montante dos últimos dois anos.

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