Exclusividade, potencial de valorização, qualidade de vida, status. O mercado de luxo em Balneário Camboriú, dona do metro quadrado mais caro do Brasil, é movido por desejo, mas também visto pelos ricaços como oportunidade para movimentar e fazer mais dinheiro.
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Com quase 20 anos de experiência no ramo e especialista neste nicho, o premiado corretor Bruno Cassola, que já diz já ter vendido mais de R$ 500 milhões em imóveis na carreira, elencou, a pedido da coluna, uma lista de 10 critérios observados pelos super-ricos antes de comprar um imóvel de luxo na cidade.
1. Valorização contínua e liquidez
Com apenas seis quilômetros de orla, Balneário Camboriú vive um cenário de escassez de terrenos para novas construções frente-mar. Isso faz com que a valorização dos imóveis seja constante, aliada a uma demanda que extrapola o mercado regional e atrai compradores de todo o Brasil e do exterior.
Para o super-rico, segundo Cassola, valorização é importante, mas saber que o ativo tem alta liquidez e vende rápido também é um fator decisivo.
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2. Localização estratégica
A escolha do bairro não é aleatória. Segundo o corretor, ela responde ao estilo de vida do comprador. Proximidade de marinas, aeroportos, vistas icônicas, facilidade de acesso à Praia Brava de Itajaí e conexões com trabalho e lazer são critérios relevantes na decisão de compra. Localização, para esse perfil de cliente, é funcionalidade alinhada à rotina familiar e patrimonial, diz Cassola.
3. Padrão construtivo e excelência técnica
O alto padrão vai além do acabamento visível. O super-rico avalia qualidade estrutural, matérias-primas empregadas, soluções construtivas e reputação técnica do empreendimento como um todo. A excelência do edifício precisa ser percebida hoje e sustentada ao longo dos anos, considera ele.
4. Solidez e histórico da incorporadora
Ao comprar um imóvel na planta ou em obra, a análise de risco é central. Tempo de mercado, patrimônio da empresa, histórico de entregas e garantias jurídicas pesam tanto quanto o projeto. Cassola ressalta que o comprador “high ticket” quer segurança de que receberá as chaves no prazo e que o ativo se transformará, de fato, em patrimônio valorizado.
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5. Rentabilidade medida por indicadores financeiros
Esse público trabalha com matemática financeira avançada. Indicadores como TIR (taxa interna de retorno) e ROI (retorno sobre o investimento) são utilizados para comparar imóveis, avaliar tempo de capital imobilizado e estimar ganho real sobre o investimento. Empreendimentos com maior velocidade de vendas tendem a apresentar retornos superiores e são os mais visados pelos super-ricos.
6. Planta, arquitetura e qualidade de vida
Layout inteligente, incidência de luz natural, ventilação, distância entre torres, tamanho do terreno e escolhas arquitetônicas voltadas à saúde e ao bem-estar fazem a diferença. Esses atributos elevam a experiência de moradia e, ao mesmo tempo, tornam o imóvel mais competitivo no mercado.
7. Assinaturas e grifes internacionais
Projetos assinados por arquitetos renomados ou marcas globais agregam valor simbólico e emocional. Para muitos compradores, afinidade com uma grife ou estúdio internacional de design pesa na decisão de compra, criando identificação imediata e diferenciação clara frente a outros empreendimentos convencionais.
8. Infraestrutura urbana, segurança e IDH
Balneário Camboriú reúne indicadores elevados de desenvolvimento humano, segurança e prosperidade econômica, além de diversas belezas naturais e um turismo forte. O super-rico, diz Cassola, busca uma praia com infraestrutura completa de cidade: serviços, gastronomia, lazer, bares e baladas, educação e mobilidade, sem abrir mão da segurança no dia a dia.
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9. Imóveis mobiliados e solução turnkey
Há forte demanda por apartamentos prontos ou decorados. Unidades entregues no modelo “chave na mão”, com materiais nobres e peças assinadas vendem muito mais rápido e com maior rentabilidade, de acordo com o corretor. A decoração deixou de ser custo e passou a ser estratégia de valorização do imóvel. Cassola diz ter visto um caso que, após uma reforma, uma cobertura passou de R$ 15 milhões para R$ 25 milhões.
10. Documentação impecável e segurança jurídica
Registro de incorporação, matrícula individualizada, escritura registrada e modelos contratuais que blindam comprador e vendedor são indispensáveis no alto luxo. Esse perfil de cliente é avesso a riscos jurídicos e só avança na negociação quando toda a documentação está validada e passível de auditoria legal.











