Uma área de 101 mil metros quadrados do Estaleiro Itajaí, instalado no bairro Barro do Rio, em Itajaí, pode ser transformada em um terminal privado de granéis líquidos, que na prática funcionaria como um grande depósito para armazenamento e distribuição de combustíveis e produtos químicos. O projeto é da Elcano, empresa de capital espanhol que desde 2008 controla o negócio.

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A companhia já entregou ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC) um relatório de aproximadamente 150 páginas contendo detalhes prévios do investimento, projetado em cerca de R$ 300 milhões, dos impactos ambientais do empreendimento e de possíveis medidas compensatórias. O órgão abriu prazo de 45 dias, contados a partir desta sexta-feira (2), para o recebimento de manifestações a respeito do estudo.

De acordo com o documento, o novo terminal aproveitaria parte da estrutura física que já existe no estaleiro, constituído em 1995 para construção de embarcações de médio e grande porte. Ali devem ser instalados, ao longo de quatro fases de implantação – o cronograma deve respeitar a demanda do mercado –, até 17 tanques para armazenamento e distribuição de produtos líquidos a granel, incluindo químicos e combustíveis como gasolina, diesel, biodiesel e etanol anidro e hidratado.

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A ideia da Elcano é que o futuro terminal, a menos de um quilômetro do porto e em uma região com condições favoráveis para manobras de grandes embarcações, tenha um berço de atracação apto a receber navios com capacidade para transportar algo em torno de 350 mil barris de granéis líquidos. Dali os combustíveis armazenados abasteceriam caminhões-tanque para então serem distribuídos.

Se as etapas ambientais forem vencidas e as licenças concedidas, a empresa projeta um cronograma de 36 meses de implantação para todas as fases do empreendimento, com um custo total de R$ 295 milhões. As obras devem gerar cerca de 200 empregos diretos e o recrutamento tende a priorizar profissionais de Itajaí. Em operação, o terminal estima ter até 75 funcionários.

Aliás

O relatório ambiental apresentado agora é uma primeira etapa, de análise de viabilidade, que antecede a obtenção das licenças necessárias para a efetiva implantação do terminal de granéis líquidos. O processo tende a ser longo. Por ora, ainda não há previsão para que o projeto comece a sair do papel.

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