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    Quase 26,6 mil pessoas em Blumenau têm dívidas em atraso de até R$ 500

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    Por Pedro Machado
    21/08/2019 - 11h43
    Presidente da CDL Blumenau, Helio Roncaglio, apresentou novidades da entidade nesta quarta-feira (Foto: Pedro Machado)

    Quase 26,6 mil pessoas em Blumenau têm dívidas em atraso que somam até R$ 500. Munida desse dado, coletado junto ao SPC Brasil, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) prepara para o mês que vem uma campanha para incentivar consumidores que irão resgatar recursos de contas ativas e inativas do fundo de garantia a limparem o nome. A ação, já batizada de “Use bem seu FGTS”, iniciará no dia 13 de setembro, data em que serão liberados os primeiros saques, e deve se estender até março de 2020.

    Segundo a CDL, o valor total das dívidas chega a R$ 9,1 milhões. A entidade vai fazer contato com os associados com grande volume de inadimplentes, propondo condições favoráveis para a renegociação. Há casos em que os débitos são irrisórios, provocados por uma pequena desatenção do consumidor na hora do pagamento, mas suficiente para a negativação do nome.

    Ainda não há uma projeção de quanto desses R$ 9,1 milhões podem ser recuperados com a campanha, mas o presidente da CDL Blumenau, Helio Roncaglio, diz que a ideia inicial é concentrar esforços nas dívidas maiores. A redução da inadimplência fomentaria o comércio local, avalia o dirigente, porque abriria espaço para a recuperação do crédito, o que estimularia o aumento do consumo.

    Aliás

    A campanha vai começar justamente após a Semana do Brasil, a “Black Friday” brasileira idealizada pelo governo federal e que vem ganhando a adesão de empresas e comércios de todo o país – inclusive da própria CDL Blumenau. É uma ação entre os dias 6 e 15 de setembro, em um mês que não têm uma data de grande apelo para o comércio. Resta aguardar o que irá prevalecer no período: o consumo ou o pagamento de dívidas.

    51,7%

    Dos lojistas de Blumenau ouvidos pela CDL Blumenau tiveram, até agora, vendas melhores no período de inverno deste ano em relação a 2018. Dentro deste recorte, a maioria registrou incremento de até 10%.

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