O presidente do Samae, Alexandre de Vargas, negou nesta terça-feira (17) que o sistema de abastecimento de água de Blumenau, alvo de críticas frequentes da população, está em colapso, mas admitiu que existem problemas. O número um da autarquia esteve na Câmara de Vereadores para prestar contas da gestão. O próprio Samae pediu espaço na tribuna.
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Vargas ressaltou que Blumenau tem, hoje, cerca de 100 mil unidades consumidoras. Também disse que registros de falta de água atingem de 1% a 2% das unidades, destacando que em momentos mais críticos 98% da cidade continua sendo abastecida regularmente.
— Não estamos diante de um colapso do sistema, e sim de um sistema que opera no limite e sofre mais em determinados momentos — considerou o dirigente.
Por momentos de pico, entende-se principalmente no verão, quando as temperaturas mais altas acabam se refletindo em maior consumo de água. Apesar de, em uma perspectiva geral, o desabastecimento afetar uma fatia pequena, Vargas fez questão de deixar claro que não estava relativizando o problema:
— Nenhuma família pode ficar sem água e achar isso normal. Mil casas sem água são mil famílias impactadas.
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O presidente do Samae destacou que estão sendo destinados, ao todo, mais de R$ 100 milhões a um sistema que “passou décadas sem os investimentos necessários”, em um período de 1997 (ano da entrega da mais recente estação de tratamento) até 2025 em que a população de Blumenau ganhou praticamente 150 mil novos moradores – um crescimento de 64%.
Segundo Vargas, este é o maior conjunto de investimentos já feito na história da autarquia. A lista inclui a construção de uma nova ETA no bairro Salto, que vai ampliar em 30% a produção de água na cidade, além de outros aportes para dobrar a quantidade de água captada e tratada na ETA 2, na Rua Bahia.
— Em três anos, vamos mais do que dobrar a produção de água do Samae em relação a 2024 — assegurou Vargas.
De acordo com o presidente do Samae, na atual gestão os investimentos já ampliaram a produção de água em 30%. Em números absolutos, são oito bilhões de litros de água a mais tratados em 2025 e 2026 em relação a 2024.
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