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Schornstein anuncia fusão com cervejaria paulista

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Por Pedro Machado
01/07/2019 - 17h36 - Atualizada em: 01/07/2019 - 17h37
Foto: Gilmar de Souza, BD

A Schornstein, de Pomerode, vai se fundir com a cervejaria paulista Leuven. A união, cuja intenção foi formalizada em um memorando de entendimento assinado pelas duas partes, resultará na criação da Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA), conglomerado que já nasce com um portfólio de pouco mais de 30 rótulos das duas marcas, três fábricas – a da Schornstein em Pomerode e as da Leuven em Piracicaba (SP) e Salvador (BA), esta última em fase final de montagem –, mais de 100 funcionários, capacidade de produção mensal de cerca de 300 mil litros e faturamento anual superior a R$ 30 milhões.

As negociações começaram em novembro do ano passado numa conversa informal entre executivos das duas empresas – regada, é claro, a cerveja. Para a Schornstein, a fusão representa uma expressiva diminuição de custos em sua estratégia de ampliação de mercado. Com a junção de ativos com a Leuven, a cervejaria pomerodense poderá produzir seus rótulos, com a mesma marca, nas regiões Sudeste e Nordeste, gerando menos despesas tributárias e logísticas na distribuição – hoje 80% da produção feita em Santa Catarina já vai para outros estados. O mesmo vale para a parceira paulista, que pode entrar com mais força no mercado da região Sul.

Dentro desta proposta de negócio, ainda há a expectativa de que a futura CBCA incorpore outras cervejarias que tenham unidades produtivas em localizações consideradas estratégicas. Há a intenção até mesmo, numa segunda etapa, em abrir capital com o lançamento de uma IPO (oferta pública inicial de ações).

Ambas também saem ganhando com a unificação de compras de insumos e processos administrativos e jurídicos, destaca o diretor da Schornstein, Adilson Altrão. Ele estima que toda a construção societária e os termos do acordo devem ser finalizados nos próximos dois meses. A efetiva integração entre as marcas e as operações levará mais tempo: cerca de um ano e meio.

— No mercado cervejeiro, é a primeira vez que alguém faz um projeto dessa magnitude — ressalta o executivo.

Um dos propósitos da fusão, reforça Altrão, é a busca por diferenciais competitivos, especialmente em relação à otimização de processos e custos, para fazer frente a uma concorrência cada vez mais expressiva no mercado das cervejas artesanais. Em todo o Brasil já são mil cervejarias registradas, conforme o relatório mais recente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Capitalização

Com experiência no assunto, a Leuven, ao encaminhar a fusão com a Schornstein, preparou uma captação pública de recursos na modalidade equity crowdfunding que será aberta em agosto. A expectativa é angariar R$ 5 milhões, valor que será usado para capitalizar a CBCA em sua largada.

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