Famosa rede varejista de móveis e decoração, a Tok&Stok informou nesta semana que teve o pedido de recuperação judicial aceito pela Justiça de São Paulo. O processo envolve também a Mobly, outra marca do Grupo Toky, dona da Tok&Stok. A empresa recorreu ao Judiciário para pedir proteção contra credores, em meio a uma dívida de R$ 1,1 bilhão.
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O grupo tem 63 lojas físicas, 2,2 mil funcionários no Brasil – a maior parte em São Paulo, por isso o caso tramita na Justiça paulista – e é considerado uma das potências do setor na América Latina. Mas alega enfrentar a “pior crise financeira desde a sua fundação”, em 1977.
Ao entrar com o pedido na Justiça em maio, a companhia citou fatores externos, como volatilidade das taxas de juros, constantes variações cambiais “que desequilibram o mercado e atingem fortemente o empreendedor brasileiro” e consumo de bens duráveis afetado pela inflação.
O grupo cita ainda o fechamento de 17 lojas no período da pandemia de Covid-19, com repercussão direta na cadeia de suprimentos e aumento dos custos de matéria-primas. Em Santa Catarina, uma unidade em Joinville fechou as portas no ano passado.
Na petição, fala também que a recuperação judicial é uma forma de “evitar o colapso total” das atividades. Prevista em lei, a medida concede alguns benefícios para que uma empresa em dificuldades financeiras possa se reestruturar.
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No despacho em que defere o pedido, o juiz Henrique Inoue determinou a suspensão por 180 dias de ações de execução contra a empresa e também proibiu sequestro de bens e ações de despejo em pontos comerciais onde o grupo mantém lojas físicas, por entender que as operações são essenciais para a continuidade das atividades.












