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    Entrevista

    Três perguntas sobre dinheiro para Thiago Nigro, o Primo Rico

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    Pedro
    Por Pedro Machado
    26/07/2019 - 10h17
    Nigro durante participação no Jornal do Almoço, da NSC TV (Foto: Patrick Rodrigues)

    Autor do livro “Do mil ao milhão: sem cortar o cafezinho”, lançado no ano passado e que ainda hoje figura como um dos mais vendidos do Brasil, sucesso nas redes sociais por dar dicas sobre investimentos e educação financeira e criador do canal de YouTube “O Primo Rico”, que soma mais de 2,5 milhões de inscritos, o jovem Thiago Nigro, 28 anos, esteve em Blumenau nesta quinta-feira.

    Nigro ministrou duas palestras que lotaram o palco principal do Teatro Carlos Gomes. Entre a agenda de entrevistas, que incluiu participações no programa Cafezão da rádio Atlântida e no Jornal do Almoço, da NSC TV, Nigro bateu um papo rápido com a coluna. Confira:

    Qual o primeiro passo na busca pela independência financeira?

    O primeiro passo é respeitar uma regra muito importante: se pagar primeiro. As pessoas sempre acham que vão investir ou guardar o dinheiro que sobrar depois de todos os gastos das vidas delas. Isso nunca vai acontecer. É preciso gastar o que sobra depois de investir. Tem uma fórmula que as pessoas ensinaram errado a vida inteira que é a seguinte: receita menos despesa é igual a poupança. Tá errado. É receita menos poupança igual a despesa. Você tem que se pagar primeiro, senão você vai terminar o mês com o mesmo patrimônio que entrou e sua vida não vai ter andado para frente. O primeiro passo é esse, começar a investir antes de gastar.

    O sucesso que você faz com o seu livro e o canal no YouTube é um reflexo também de uma preocupação maior das pessoas com a educação financeira. Como avalia isso?

    Na verdade todas as pessoas se preocupam com educação financeira. Dinheiro não é um assunto chato, é um assunto legal. Todo mundo quer ficar rico, todo mundo quer a sua grana trabalhando para você e colher a recompensa. A questão é que até hoje os conteúdos sobre esse assunto sempre foram muito técnicos, complexos. Hoje há uma forma de passar o conteúdo diferente da forma anterior, muito mais simples, que todas as pessoas podem absorver. Junto disso temos a internet, que populariza tudo de uma forma muito mais rápida, premiando o conteúdo de qualidade. Esse cenário realmente é novo. É um assunto que já era conhecido das pessoas e elas queriam entender mais, mas nunca tinham tido alguém ou um ecossistema que passasse tão bem a informação.

    O dinheiro deve ser uma meta ou consequência de vida?

    É um clichê que o dinheiro sempre é consequência de alguma coisa, mas eu não vejo problema em ser uma meta para muitas pessoas. No meu caso, eu entendo que o propósito tem que ser algo que te move. Durante um bom tempo da minha vida o meu propósito foi ganhar dinheiro. Isso me moveu, foi importante. Mas depois que eu ganhei, entendi que o dinheiro não é tudo, que é um meio para alguma coisa, então eu pude parar de me preocupar. Eu ainda gosto muito de dinheiro, mas olho hoje para ele como um meio. Não tem problema nenhum se uma pessoa entender que o dinheiro é um fim durante boa parte da vida dela, desde que isso jogue ela para frente e ela não seja antiética. Depois que eu comecei a fazer coisas com um propósito e impactar mais pessoas, eu comecei a ganhar muito mais dinheiro do que quando eu trabalhava só por isso.

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