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    URB pretende zerar dívidas com FGTS dos trabalhadores até setembro

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    Por Pedro Machado
    11/01/2020 - 11h40
    URB
    Empresa está em processo de liquidação (Foto: Patrick Rodrigues, BD)

    Presidente e liquidante – profissional responsável por conduzir o processo de fechamento de uma empresa – da URB, Rafael Jansen estima que a antiga Companhia Urbanizadora de Blumenau quite todos os débitos de FGTS com os funcionários ainda no primeiro semestre deste ano, no mais tardar em setembro. O pagamento segue a ordem dos menores para os maiores valores. Hoje a dívida com o fundo de garantia, de acordo com ele, ainda soma R$ 1,8 milhão. Mais de R$ 3 milhões já foram pagos.

    Zerar os débitos trabalhistas é prioridade para Jansen, mas a URB não pode se descuidar do passivo tributário, que representa a maior fatia do rombo. Como a companhia renegociou valores atrasados de impostos federais com a União, precisa pagar parcelas sem falta, sob o risco de perder o benefício de prolongamento da dívida – o que permite fôlego de caixa. Sem geração própria de receita, a empresa depende de aportes mensais feitos pela prefeitura que giram na casa de R$ 1 milhão.

    Uma auditoria apontou, logo após o anúncio do fechamento da URB, que a dívida da empresa chegava a R$ 64 milhões. Deste total, R$ 21,7 milhões haviam sido pagos até dezembro. A maior parte (56,4%) foi para rescisões de ex-funcionários e pagamento de multa de FGTS. Outros R$ 5,2 milhões foram destinados a parcelamentos de impostos. Ainda foram despendidos R$ 2,18 milhões em ações judiciais e mais R$ 2 milhões para a manutenção da estrutura da companhia.

    O prazo para quitar tudo é 2029, mas no atual ritmo isso poderia acontecer antes, admite Jansen. Como a empresa depende de repasses da prefeitura, isso dependeria do fluxo de caixa da Secretaria da Fazenda. Além disso, não poderiam surgir novas ações judiciais que eventualmente aumentem o valor da dívida.

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    É o número de funcionários que ainda constam no quadro operacional da URB. É um pessoal que não foi demitido porque está afastado pelo INSS. Os desligamentos acontecerão de maneira automática assim que todos tiverem alta. Além deles, a empresa ainda emprega outras 10 pessoas ligadas ao administrativo, que trabalham no encerramento definitivo das atividades.

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