A Wanke, fabricante de eletrodomésticos de Indaial que completa um século de vida em 2018, está de olho no Nordeste e iniciou estudos que podem resultar na implantação de uma nova linha de produção fora de Santa Catarina. Seria uma maneira de avançar em um mercado onde a companhia, dona de uma linha de lavadoras, centrífugas e secadoras de roupa mais populares, enxerga grande potencial.
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Integrante da quarta geração da família de origem austríaca que fundou a empresa em 1918, o diretor-presidente Eduardo Wanke avalia que uma unidade própria reduziria de maneira significativa os custos com logística para abastecer aquela região. Ele reforça, no entanto, que a ideia é incipiente e ainda não há nada definido. Por ora, o foco é recuperar os estragos causados pela recessão da economia.
Como muitas indústrias da chamada linha branca, a Wanke passou por dificuldades nos últimos anos. Só em 2015 as vendas caíram 30%. A partir de então, a empresa precisou fazer a lição de casa. Descontinuou a comercialização de itens que não estavam dando resultado financeiro e deu ainda mais atenção aos custos operacionais.
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O foco nas lavadoras, centrífugas e secadoras de roupa, nicho que a companhia passou a dar prioridade total apenas a partir dos anos de 1990, ficou ainda maior. Nem todo mundo sabe, mas a Wanke nasceu como uma fábrica de produtos e ferramentas agrícolas. Entrou por acaso no mercado de lavadoras na década de 1960.
– Ganhamos tinas de madeira de um cliente como forma de pagamento de uma dívida – conta Eduardo, lembrando quando a empresa começou a produzir lavadoras de um formato peculiar que faz sucesso até hoje.
Com cerca de 250 funcionários, a Wanke produz em torno de 500 mil lavadoras de roupa semiautomáticas por ano. Além de seus produtos chegarem a todo Brasil, também são vendidos para países como Paraguai, Uruguai e Bolívia.
