A possível contaminação das águas subterrâneas na Praia da Joaquina, em Florianópolis, está sendo investigada após o balneário apresentar índices de poluição por esgoto. Amostras foram coletadas na última quarta-feira (28) por uma equipe da UFSC, liderada pelo biólogo Paulo Horta, com previsão de resultados em até 15 dias após análise laboratorial.
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O pedido partiu da Associação de Surf da Joaquina (ASJ), depois de o Instituto do Meio Ambiente (IMA) apontar, por duas semanas consecutivas, o balneário como impróprio para banho — algo que não ocorria desde 2024.
Pesquisadores coletam águas subterrâneas na praia da Joaquina:
Segundo o biólogo, o problema pode estar relacionado a uma alteração no balanço entre a água salina e a água subterrânea, em função do bombeamento de esgoto para novas áreas a leste e sudeste da lagoa de evapoinfiltração da Casan, localizada nas dunas das Rendeiras. Como consequência, pode estar ocorrendo uma saturação do lençol freático.
“Esse cenário, somado ao sistema de fossas e sumidouros e ao próprio sistema da Casan, pode ter agravado a situação. Nossa preocupação é que esteja ocorrendo uma contaminação crônica e silenciosa por meio das águas subterrâneas”, afirmou Horta.
O vazamento da lagoa de evapoinfiltração da Casan completou cinco anos no último domingo (25). A Casan informou que já investiu R$ 17 milhões em dragagem e reforço estrutural na unidde e que implementou um sistema de monitoramento permanente.
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Infográfico: a investigação de contaminação na Joaquina







