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    Crise provocada pela pandemia fecha 12% das empresas de transporte de passageiros em SC

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    Por Renato Igor
    13/01/2021 - 08h47
    Crise nas empresas de transporte de passageiros em SC
    Crise nas empresas de transporte de passageiros em SC (Foto: Divulgação)

    A crise provocada pela pandemia do coronavírus fechou 12% das empresas de transporte de passageiros em Santa Catarina. A informação é do diretor da Associação das Empresas de Transporte Turístico e Fretamento de Santa Catarina, Nilton Pacheco. O executivo entrou em contato com a coluna para comentar a decisão do governo do Estado que ampliou a capacidade de ocupação dos veículos.

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    “ O transporte de passageiros foi vilanizado nesta pandemia e tratado como se fosse um modelo único. As esdrúxulas limitações colocadas no transporte fretado, rodoviário e turístico acabaram economicamente com o setor, mesmo sendo este o que primeiro apresentou protocolos e procedimentos de segurança que poderiam ser adotados. Hoje já temos 12% das empresas do estado que encerraram suas atividades. Sempre clamamos e o Estado nunca o fez por análise técnica e não política do tema, pois nisto sempre buscamos conhecimento e fundamentos. Pedimos isonomia nas decisões, já que qual a justificativa para aglomerar em avião e ônibus com distanciamento continuava restrito?”, explica.

    O executivo lamenta a baixa ocupação dos ônibus. Segundo ele, nos diversos modais de transporte coletivo a ocupação média é de 40%.

    “ Essa média de 40% ocorre por ausência de passageiros. A injustificada “salada” de regras, onde União, Estado e Municípios não se entenderam e cada um legislou de uma forma diferente, causando um cenário de completa bagunça, aliada a falta de capacidade fiscalizatória premiou todos que decidiram não cumprir norma nenhuma. Hoje o destaque no transporte está nas caronas compartilhadas, sem regras, protocolos ou estatísticas. E isto ninguém coibiu. O mercado formal agoniza. Exemplo se vê nos terminais e rodoviárias, em que cada empresa opera de um jeito, fazendo os decretos ficarem inócuos. A pandemia existe, é séria e precisamos cuidar de nossa gente, mas com a responsabilidade de buscar o equilíbrio entre saúde e economia”, finaliza.

    Nilton Pacheco também é presidente do Conselho Estadual de Turismo. Ele explica que o assunto foi discutido na entidade nesta terça-feira (12). O Conselho entende que decisões sem alinhamento com a comunicação, fiscalização e setor econômico geram desinformação e imensos prejuízos na imagem de Santa Catarina.

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