Dos 16 prefeitos presos na Operação Mensageiro, 10 já saíram definitivamente dos cargos e sete deles renunciaram. A investigação apura suposto pagamento de propina a agentes públicos em troca de favorecimento a uma empresa em contratos de coleta de lixo firmados com prefeituras de Santa Catarina.

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Em democracias avançadas e onde há vergonha na cara, governantes flagrados em “maracutaias” saem por vergonha. Não é o caso brasileiro.

O advogado e professor de direito constitucional, Rogério Duarte da Silva, tem uma explicação:
– Há dois interesses aí. Quando o político renuncia, ele sai da competência do Tribunal de Justiça (TJ) e cai para a primeira instância, o que faz com que o processo seja mais lento. A segunda questão é que pela lei da Ficha Limpa, quando se é condenado por um órgão colegiado, fica-se inegável por oito anos. Então, se ele renuncia, tira a competência do TJ e, caso tenha alguma condenação, há possibilidade de recorrer e isso atrasa o julgamento por órgão colegiado, no mínimo uns três anos, e permite com que eles tenham possibilidade de disputar algum cargo. É uma estratégia de defesa  — explicou o advogado e professor de direito constitucional, Rogério Duarte da Silva.

Operação Mensageiro fecha ciclo e vai colocar todos os prefeitos presos no banco dos réus

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Veja os prefeitos presos na Mensageiro que deixaram cargo:

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