A prefeitura de Florianópolis irá exigir que as pessoas em situação de rua (PSRs) beneficiadas pelos serviços sociais sejam obrigadas a darem alguma contrapartida. Essa é a ideia do novo secretário de Assistência Social, Leandro Lima.

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— Nós temos que ofertar os serviços, mas é preciso que eles tenham uma porta de saída também e, para isso, é preciso qualificar essas pessoas, criar a responsabilidade nelas através do trabalho — afirmou.

Lima explicou em entrevista à CBN Floripa que pretende criar oficinas de marcenaria e padaria na Passarela da Cidadania e que os PSRs produzam o próprio pão e consertem os móveis da prefeitura e das escolas municipais. Além disso, ele pretende fazer com que no próximo Restaurante Popular os beneficiários lavem o próprio prato e talheres.

Estas medidas, por enquanto, serão incentivadas e não obrigatórias. A intenção, ainda, é debatê-las com as entidades e tornar compulsória apenas quando houver a possibilidade para que todos trabalhem.

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BC, Chapecó e Criciúma

Leandro diz, também, que está em construção uma legislação, em parceria com a Câmara Municipal, para regulamentar a internação involuntária dos PSRs que sofrem com a dependência química. A medida já é adotada em Criciúma, Chapecó e Balneário Camboriú. Na psiquiatria, o entendimento é que essa não pode ser a primeira nem a única alternativa, mas também não pode ser descartada. Antes dela, é preciso trabalhar com atendimento ambulatorial. Algo precisa ser feito, para o bem dos PSRs e da sociedade.

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