A Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) voltou a falar no risco de colapso no sistema rodoviário no estado. Em nota divulgada nesta quarta-feira (14), a entidade demonstrou preocupação com a abertura de uma cratera no km 143, em Rio do Sul, e o bloqueio da BR-470, e o desnível de pista na mesma rodovia, em Ascurra.

Continua depois da publicidade

Receba notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

Além do perigo aos motoristas e caminhoneiros, cita “prejuízos incalculáveis” no escoamento da produção e transporte de cargas no escoamento das exportações catarinenses.

Veja fotos da cratera aberta em Rio do Sul

No final de janeiro, a coluna publicou a manifestação do presidente da Fetrancesc, Dagnor Schneider, em entrevista à CBN Floripa, sobre um suposto crescimento econômico no Brasil entre 2,5% a 3 %, em 2024, que representaria um risco de colapso no abastecimento em Santa Catarina.

Continua depois da publicidade

Leia a nota da Fetrancesc

A Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística no Estado de Santa Catarina e os sindicatos filiados que compõem o Sistema Fetrancesc reforçam a preocupação com o bloqueio da BR-470 nesta quarta-feira, 14. A interdição foi provocada pela abertura de uma cratera no km 143, em Rio do Sul. Também houve registro de bloqueio no tráfego de veículos no km 90,5 da BR-470 em Ascurra, onde ocorreu um desnível na pista.

Além do perigo para quem utiliza a rodovia, a ocorrência em Rio do Sul provoca perdas econômicas incalculáveis ao estado, com prejuízos ao transporte de produtos e ao escoamento das exportações catarinenses. O reflexo negativo sobre a movimentação de cargas atinge diretamente a região Oeste, principal polo agroindustrial do estado. 

Segundo o DNIT, a previsão é que a rodovia permaneça totalmente interditada no trecho de Rio do Sul por, pelo menos, sete dias. Diante do decreto municipal que proíbe o tráfego de caminhões no trecho urbano de Rio do Sul, há impactos imediatos no aumento do tempo de deslocamento e dos custos operacionais.

Aos caminhões com mais 40 toneladas resta o uso da BR-282 e da BR-280 como rotas alternativas. Se usarmos como ponto de referência o Porto de Itajaí, estima-se que a mudança de rota resulte em um acréscimo de 130 quilômetros no percurso e três horas a mais de viagem. O trajeto alternativo também exige que os motoristas circulem por um trecho maior na já saturada BR-101.

Continua depois da publicidade

A Fetrancesc, entidade representativa de mais de 20 mil empresas do setor, alerta para a precariedade do sistema rodoviário catarinense e seu possível colapso. Situações como a registrada em Rio do Sul evidenciam a fragilidade da infraestrutura viária do estado e revelam a necessidade urgentíssima de investimentos e de planejamento a médio e longo prazos.  

A maioria das estradas em Santa Catarina é antiga e foi construída a partir de projetos que estão desalinhados com a realidade atual, cujo momento é marcado pelo aumento dos eventos climáticos e do fluxo de veículos.

Leia Mais

Campanha da Fraternidade acerta ao tentar aproximar quem se distanciou com a polarização política tóxica

Mais de 200 motoristas são flagrados embriagados nas rodovias federais de SC no carnaval

Surfland muda patamar do turismo no Sul de SC

Destaques do NSC Total