A aprovação na madrugada da última quinta-feira (24), na Câmara dos Deputados, do texto-base de um projeto de lei que legaliza o jogo no país, tais como o bingo, cassino e jogo do bicho, pode ser boa medida para Santa Catarina. Hoje, há praticamente o monopólio estatal da loteria. Na rede privada, temos sorteios eletrônicos e fica por aí.

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É inaceitável que o país abra mão de um mercado que, segundo estimativas, pode arrecadar R$ 20 bilhões por ano em impostos, gerar mais de 200 mil novos postos de trabalho e formalizar 450 mil empregos.

É evidente que é preciso regulamentar, estabelecer um controle absoluto e com total transparência. Justificar a proibição pelo vício e a ruína financeira que o cassino e o jogo podem provocar em alguns é um argumento raso. Na mesma linha, a bebida alcoólica seria proibida pois provoca dependência e morte, e o cigarro também; devido ao câncer. Então, é conversa mole. O mesmo vale para a questão religiosa. Vai quem quer.

O Brasil precisa se espelhar nos modelos internacionais como Estados Unidos, Espanha e até o vizinho Uruguai, por exemplo, onde as regras são claras para permitir a atividade, movimentar a economia e proteger as pessoas.

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O relator do projeto, o deputado Felipe Carreras (PSB-PE), citou cálculos que estimam que os jogos ilegais no Brasil movimentam mais de R$ 27 bilhões por ano, superando em quase 60% os oficiais, que geram R$ 17,1 bilhões.

Cabe ao Congresso aperfeiçoar o projeto e carimbar a arrecadação para viabilizar projetos sociais, atenção à saúde, combate à pobreza e habitacionais, cujos recursos são insuficientes no Brasil.

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