Os petistas intitularam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) de golpe — tese somente abraçada pela militância. O afastamento da presidente, que colocou o país na maior recessão da história, teve o rito estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal, comandado, vejam só, pelo atual Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

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Seguiu-se o que consta na Constituição: o Tribunal de Contas da União (TCU) embasou as acusações das pedaladas fiscais e o impeachment foi aprovado pela Câmara e Senado. 

Grande parte dos defensores da tese petista de golpe já começou a esquecer esse capítulo da história. Exemplo em São Paulo é a ex-Prefeita Marta Suplicy, que foi a favor do impeachment e agora está se filiando ao PT novamente para ser vice de Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato a Prefeito.

Em Santa Catarina, dos 16 deputados, 14 votaram a favor do impeachment, apenas dois deputados do PT, Décio Lima, que hoje é presidente nacional do Sebrae, e Pedro Uczai, que continua Deputado Federal pelo PT, votaram contra.

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Durante as eleições de 2014, Dilma arrebanhou muitos apoios em Santa Catarina contra o líder das pesquisas no estado Aécio Neves (PSDB). Gelson Merisio, que na época era Presidente da Assembleia Legislativa, apoiou Dilma em 2014, Bolsonaro em 2018 e Lula, em 2022.

O ex-Governador Raimundo Colombo (PSD) apoiou Dilma, junto com o Deputado Federal da época César Souza (PSD), o Deputado João Rodrigues (PSD), mesmo partido do Colombo, apoiou Aécio Neves (PSDB).

O governador Jorginho Mello (PL) na época apoiou Dilma e participou do ato de campanha em Florianópolis, em 2014. Entre as maiores cidades, o prefeito Cesar Souza Junior (PSD), de Florianópolis, e Adeliana Dal Pont (PSD) na época apoiaram Dilma, hoje Adeliana é pré-candidata pelo PL. O prefeito de Blumenau na época, Napoleão Bernardes, que era do PSDB, apoiou Aécio Neves.

A política muda com o tempo, os discursos se adaptam, mas os fã-clubes continuam. O que antes era dividido entre PT e PSDB, hoje é debatido entre PT e PL, puxados pelo populismo de Bolsonaro e Lula.

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