Atualmente, a cobertura de tratamento de esgoto em Florianópolis é de 68%. A expectativa da Casan é que, com base nas obras já entregues e no cenário operacional atual, esse índice chegue a 82% até 2027 e a 90% em 2032. Nesse ritmo, a capital alcançaria em 2033 a meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento, que prevê 90% de cobertura.

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Para avançar nesse objetivo, a estatal aposta na ampliação do sistema Ingleses/Santinho. O projeto prevê um investimento de R$ 28 milhões e inclui a construção de uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), sete estações elevatórias, 8,4 quilômetros de rede coletora e 2,9 quilômetros de emissários. A obra deve beneficiar 5.327 unidades, alcançando cerca de 18 mil pessoas. A ordem de serviço já está autorizada e o prazo de execução é de 730 dias. O licenciamento ambiental é do IMA, com a Licença Ambiental de Instalação (LAI) já concedida.

Veja o resultado da fiscalização da Aresc na Joaquina em janeiro de 2026:

No Sul da Ilha, Casan e prefeitura lançaram a pedra fundamental do sistema de esgotamento sanitário do Pântano do Sul. Embora o ato tenha caráter simbólico, a abertura das propostas do edital está prevista para o dia 27 de abril.

O investimento estimado é de R$ 65 milhões para atender 2.679 unidades nos bairros Pântano do Sul e Armação. A previsão é beneficiar cerca de 13 mil pessoas até 2043. O sistema contará com dez estações elevatórias, 36,4 quilômetros de rede coletora e sete quilômetros de emissário, que lançará o efluente tratado no rio Quincas Antônio, que deságua no rio Sangradouro, na Armação.

A adoção de pequenas estações de tratamento de esgoto é uma estratégia defendida pelo prefeito Topazio Neto e pela Casan. O objetivo é evitar processos de licenciamento ambiental mais complexos — ou, em termos mais diretos, reduzir o peso de disputas ideológicas e a pressão contrária de órgãos de controle. Na prática, destravar os projetos. 

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Ainda durante a campanha eleitoral, Topazio mencionou a implantação de quatro ou cinco pequenas estações no Sul da Ilha. Resta saber se, desta vez, os projetos sairão do papel.

Um dos principais desafios de Florianópolis é a ausência de rios de grande vazão. No passado, a solução técnica apresentada — e rejeitada pela população — foi a implantação de um emissário submarino, alternativa defendida por engenheiros sanitaristas e ambientais.

Esse impasse resultou em um elefante branco: a Estação de Tratamento de Esgoto do Rio Tavares, que está há cerca de dez anos em obras e, sem definição sobre o destino do efluente tratado, permanece inconclusa.

A cidade precisa encontrar uma solução técnica clara, estabelecer um norte e enfrentar de forma definitiva o grave problema da falta de saneamento.
Será que agora vai?

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