Os dois lotes de concessões de rodovias federais previstos para terem lançamento de edital em novembro de 2026 são um “tiro no pé” e não serão suficientes para garantir eficiência em mobilidade para os próximos anos. Os lotes 1 e 3 com trechos das BRs-153, 282, 470 e 480, no Oeste, totalizam 683 km, mas apenas 80 km de duplicação (11%). A cobrança de pedágio, com preço de até R$ 9,00, deverá ter início entre maio e junho de 2027, segundo previsão do Ministério dos Transportes.
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Santa Catarina cresce acima da média nacional, recebe migrantes de todo o Brasil e do exterior em ritmo frenético, o que resulta em mais carros e transporte de carga. O nosso sistema rodoviário já está colapsado. Neste sentido, precisamos de mais estradas, duplicações e não apenas recuperação e manutenção.
Plano de Concessões de rodovias federais em SC:
Em 2015, em processo de concessão apresentado pela ANTT para praticamente os mesmos trechos e estradas, a análise do processo concluiu que Santa Catarina precisava de 502 km de duplicação. Como é possível que, passados 11 anos, apenas 80 km seriam suficientes?
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Em 2018, nota técnica da ANTT sepultou o avanço das concessões pois a preocupação era de que o pedágio ficaria caro demais.
Caro é ficar parado no trânsito em pista simples congestionada ou perder a roda e pneu em pista esburacada.
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O estado vizinho do Paraná, no entanto, tem 3300 km de concessões recentes, sendo que 1700 km têm previsão contratual de duplicações (+ de 50%).
Os lotes 1 e 3 passarão por Concórdia, Joaçaba, Erval Velho, Campos Novos, Água Doce, Irani, Xaxim e Faxinal dos Guedes.
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Duas audiências públicas promovidas pela ANTT já foram realizadas. Mais duas serão feitas: nesta terça-feira (7), em Concórdia; e, quarta-feira (8), em Joaçaba.
É o momento de Santa Catarina deixar claro que as concessões são fundamentais para garantir os investimentos necessários e que o poder público não tem caixa para oferecer. Entretanto, o que está previsto em obras não irá resolver o problema de mobilidade, segurança e logística nas estradas que seriam pedagiadas.
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Trecho Norte
Não há consenso entre os empresários de Santa Catarina sobre a eficácia do “protocolo de intenções”, assinado no dis 26 de junho pelo Ministério dos Transportes, ANTT e Arteris, e que visa garantir os investimentos para o trecho Norte da BR-101, além das BRs 116 e 376. O documento é uma tentativa de avançar em pacto que garanta os investimentos necessários para uma rodovia já colapsada.
— Parece piada, somos muito céticos. O que era otimização virou cooperação. É difícil acreditar que teremos avanços para o trecho norte dentro da concessão atual. As obras previstas são insuficientes. Ficamos dois anos discutindo a otimização — diz Dagnor Schneider, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc).
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