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Veto a reajuste de servidores públicos: como votaram os senadores catarinenses

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Por Renato Igor
20/08/2020 - 12h24 - Atualizada em: 20/08/2020 - 12h51
Votação remota no Senado
Votação remota no Senado (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Os senadores Jorginho Mello (PL) e Esperidião Amin (PP) votaram pela derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro que permite reajuste aos servidores públicos. O senador Dário Berger (MDB) não conseguiu votar por problemas técnicos.

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O congelamento dos salários até o final de 2021 foi uma contrapartida acertada no pacote de R$ 60 bilhões de ajuda do Governo Federal aos Estados e municípios. A queda do veto pode representar um impacto de R$ 120 bilhões aos cofres públicos, segundo afirmou o presidente Jair Bolsonaro.

A derrubada do veto representaria possibilidade de reajuste salarial aos servidores da saúde e seguranmça pública, mas não seria automático, dependeria de aprovação nos respectivos Estados e municípios.

A base do governo tenta reverter a votação do Senado hoje na Câmara dos Deputados

Leia o que disseram, em nota, os senadores catarinenses:

Jorginho Mello (PL)

O senador Jorginho Mello (PL-SC) afirma que seu voto de ontem (19) pela derrubada de veto 17, que permite aumento de salário exclusivamente para servidores que trabalham na linha de frente do combate à Covid-19, foi “consciente como sempre são meus votos”. E esclarece que não autorizou aumento para ninguém, e sim permitiu que aquele governador ou prefeito que, por ventura, quiserem conceder reajuste para profissionais como médicos e enfermeiros, que assim o faça.

Jorginho disse também que tem uma relação respeitosa com o presidente Jair Bolsonaro e equipe, muito por conta de projetos como o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). “Fizemos juntos o que se transformou no maior crédito da história dos pequenos negócios que um governo já ofertou no país”, afirma, lembrando ainda que “o presidente Bolsonaro tem o meu apoio, vamos construindo uma boa parceria e ele sabe que torço muito por ele porque torço pelo Brasil”. O senador salienta também que “ele (Bolsonaro) conta com meu voto na maioria das matérias no Congresso, mas sabe que não abro mão de votar de forma distinta, sempre que tenho um entendimento diferente sobre o melhor encaminhamento. Isso é da política. Quem tem que votar sim para tudo é líder de governo. E aliás nesse caso o próprio vice-líder votou também pela derrubada”, afirma.

Esperidião Amin (PP)

Votei com COERÊNCIA. O governo federal transfere, NESTE ANO DE 2020, auxílio (NECESSÁRIO) a estados e municípios. Em contrapartida, se estabelece PROIBIÇÃO de conceder adicionais por tempo de serviço (constantes de legislação própria) até o FINAL de 2021!

É uma exigência desproporcional!

Não guarda simetria e fere o princípio federativo que concede aos estados e municípios para decidir sobre este assunto!

A propósito, o relator desse projeto foi o presidente do Senado! Ele escreveu o texto que aprovamos.

Dario Berger

O voto do senador Dário Berger com relação ao VETO 17 não foi computado por um problema técnico. Quando o problema foi resolvido, a votação já havia encerrado. Se não fosse este imprevisto, o senador Dário teria votado conforme a orientação partidária do MDB, e cumprindo o entendimento que foi construído entre diversos parlamentares e o governo, para que fosse MANTIDO O VETO em contrapartida do socorro aos estados e municípios.

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Apresentador e comentarista na CBN Diário e NSC TV, Renato Igor faz análises e traz as notícias sobre o que acontece em Santa Catarina e o que influencia os rumos do Estado.

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