Chegamos a metade do maior evento esportivo do planeta. Já se tem uma ideia de quem chegará para decidir o título. É uma velha disputa do futebol europeu com a América do Sul, salvo algo inusitado que venha ocorrer, que chamamos de zebra. Está mais do que claro que a força do futebol europeu pode imitar o nosso jogo e nunca a nossa qualidade. A Europa disputa a Copa com muito mais representantes que nós. Falo de qualidade. Temos apenas Brasil e Argentina e eles têm vários representantes candidatos ao título.

Continua depois da publicidade

Receba notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

A verdade está nas estrelas do Mundial. Nós temos a rigor, Messi e Neymar. O Velho Mundo tem Mbappé (França), Bellingham (Inglaterra), Cristiano Ronaldo (Portugal), De Bruyne (Bélgica), e em cada seleção mais alguns, além dos já citados, assim como temos também em Brasil e Argentina. Curiosamente, três das estrelas da Copa jogam no mesmo time, o PSG, da França: Mbappé, Neymar e Messi. O francês até agora é disparado o craque da Copa.

A cada quatro anos a Europa se prepara e quando chega a Copa nem todos estão em condição de título. A Bélgica é um dos exemplos. Eliminou o Brasil em 2018 e agora nem sequer chegou às oitavas de final. A poderosa Alemanha igualmente foi embora cedo, a Espanha parou em Marrocos e a Itália nem chegou ao Mundial. Brasil e Argentina, porém, chegam sempre como favoritos.

Fim do sonho: Brasil perde para a Croácia nos pênaltis e dá adeus à Copa

Continua depois da publicidade

O crescimento do futebol asiático é a boa nova do futebol mundial. O continente africano está se apresentando ao mundo, embora falte muito para pensar em título. A França, que joga neste sábado contra a Inglaterra, mostrou toda a sua força mesmo sem titulares importantes e se mantém como grande favorita ao título. Apresentou o futebol mais regular, organizado e competente que vi até agora.

Leia outras colunas de Roberto Alves

O espetáculo dos estádios, a organização dos promotores, o patrocínio do país-sede dando condições a realização da Copa, tudo cheira a espetáculo. Há quem questione a situação política do país-sede, que busca de todos os modos se mostrar ao mundo, mas que não consegue esquecer dificuldades internas importas pela rigidez da política e fé.

Em três países

Não gosto da ideia de uma Copa do Mundo organizada em dois ou três países. EUA, México e Canadá terão a responsabilidade do próximo Mundial. Qual dos três será o protagonista? Em 2002, a Coreia do Sul deu show. Comprou a ideia de uma grande copa, se preparou, a seleção chegou em 4º lugar e o povo mostrou o país ao mundo. Quando chegamos no Japão, não encontramos o mesmo clima.

Como será

Os jogos ocorrerão em 16 cidades dos três países com 48 seleções, o que considero um exagero. A qualidade do futebol certamente cairá e teremos seleções sem condições de disputar o Campeonato Catarinense em campo. Por conta do aumento de participantes, segundo a Fifa, há a necessidade de mais países na organização. Já existe uma divisão de 11 cidades nos EUA, três no México e duas no Canadá.

Continua depois da publicidade

Desrespeito

Cantar, dançar e criar coreografia para comemorar o gol, alguns gestos nem sempre são entendidos. Roy Keane, irlandês que jogou no Manchester United e atua como comentarista, não gostou da dança criada pelo Richarlison. Quer tirar a beleza do futebol, a alegria, a comemoração diferenciada que dá cor ao espetáculo.

Brasil comemora gols com dancinha e muita alegria
Jogadores da Seleção Brasileira comemoram gols com dancinha e alegria (Foto: TV Globo, Reprodução)

Então

Desrespeito seria também a bicicleta de Leônidas da Silva, a folha seca de Didi, o voleio de Bebeto, a sucessão de dribles de Garrincha, o calcanhar de Sócrates ou a dança de Ronaldinho Gaúcho diante dos goleiros? A comemoração faz parte do improviso do futebol, da arte do brasileiro de jogar bola.

Giro Total

Em tempo de Copa do Mundo todos dão opinião, todos têm uma palavra diferente sobre o futebol, a beleza e a arte. Gosto de frases que me fazem refletir:

“Dou graças a Deus quando surge alguém que sai driblando o time adversário, o juiz, o público e depois soca o ar, consagrando o prazer e a liberdade”

Continua depois da publicidade

De João Bosco

“Enquanto Pelé deixava as plateias boquiabertas, Garrincha fazia o estádio rir, gargalhar até. Daí ser a alegria do povo. Garrincha era Chaplin, já se disse. Pelé era Spilberg”.

De Juca Kfouri

“Didi era o mestre do passe. Garrincha, o mestre do drible. Pelé, o mestre de tudo”.

Desconheço o autor, mas faço questão de destacar

Veja vídeo e confira dicas para entrar em clima de Copa:

Leia também:

Maldição? Brasil cai pela 5ª vez seguida para uma seleção europeia

Choro e frustração: a reação de brasileiros com a eliminação do Brasil na Copa

Tite confirma saída da Seleção Brasileira: “Fim de ciclo”

Destaques do NSC Total