Em nova etapa da mobilização sobre o futuro do canal do Linguado, serão iniciadas tratativas para montar um termo de referência sobre as providências necessárias para a eventual reabertura. “O termo vai definir o que é preciso e quais as responsabilidades”, diz o professor da Univille Claudio Tureck, coordenador da Câmara Técnica Canal do Linguado do Grupo Pró Babitonga (GPB). Há possibilidade de realização de seminário sobre o tema. Além da câmara, a preparação deverá ter participação do Ministério Público Federal, Ibama e DNIT, entre outros.
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Neste momento, não há como prever quando será possível a remoção do aterro e volta da circulação das águas porque há necessidade de licenciamento ambiental específico para as obras e definição de fonte de recursos. O canal do Linguado, em São Francisco do Sul, teve o fechamento concluído em 1935, com instalação de faixa de aterro para passagem de ferrovia, que até então contava com ponte. A linha do trem continua em operação, com a BR-280 ao lado no segmento.
Na semana passada, o DNIT homologou a licitação para a contratação do novo projeto de duplicação da BR-280 no lote 1, entre Araquari e São Francisco do Sul. O edital atendeu recomendação do Ministério Público Federal e será analisada a construção de ponte. A sugestão partiu de estudo técnico da Univali, concluído em 2024, elaborado a partir de diretrizes do GPB.
O estudo sugeriu a abertura parcial do canal, com retirada de 100 metros do aterro e instalação de pontes rodoviária e ferroviária sobre o local. Também há previsão de remoção de 530 mil metros cúbicos de sedimentos acumulados com o fechamento. O projeto contratado agora pelo DNIT vai avaliar somente a ponte rodoviária, o que permite a duplicação da BR-280 no local. As demais situações vão depender de licenciamento ambiental específico e de responsabilidades pelas obras.
Conforme o professor Tureck, é preciso ir “antecipando” a preparação sobre o Linguado, com definição do termo de referência. Para ele, há um “mosaico” de responsabilidades a serem definidas, com DNIT, Ministério dos Transportes, concessionária da ferrovia, entre outros. O projeto contrato pelo DNIT vai levar 19 meses para ficar pronto. Depois ainda será a vez de contratar as obras.
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