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    COMPLEXO DE SÃO FRANCISCO DO SUL

    Concessão pode ser saída para bancar dragagem no acesso aos portos, estimada em R$ 231 mi 

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    Saavedra
    Por Saavedra
    05/03/2020 - 12h26
    Imagem do canal de acesso faz parte do relatório de impacto ambiental da obra de dragagem e aprofundamento (foto: Divulgação)
    Imagem do canal de acesso faz parte do relatório de impacto ambiental da obra de dragagem e aprofundamento (foto: Divulgação)

    Em fase de licenciamento ambiental, a dragagem e aprofundamento do acesso ao complexo portuário de São Francisco do Sul não têm data para início das obras. Além da licença, também será preciso buscar fonte de recursos para bancar o investimento de mais de R$ 200 milhões, fundamental para elevar a competitividade dos terminais no futuro. A concessão à iniciativa privada é uma das possibilidades.

    Uma das possibilidades para o projeto sair do papel é a concessão para a iniciativa privada: empresa faz a dragagem, se encarrega da manutenção durante o contrato e é remunerada com parte das tarifas portuárias pagas pelos armadores. A direção da SCPar São Francisco do Sul também tenta recursos junto ao governo federal. A última estimativa prevê R$ 231 milhões para a execução do trabalho.

    A dragagem, com benefício também para o porto de Itapoá, prevê intervenções nos canais externo e interno e na bacia de evolução do terminal de São Francisco. O canal é o trajeto percorrido pelos navios para entrar e sair da baía da Babitonga. O objetivo é aumentar o calado de 14 para 16 metros, o que permite a navegação de navios maiores, uma tendência no transporte marítimo.

    O calado maior também oferece melhores condições de segurança para as embarcações. Além da retirada de sedimentos em pontos com maior assoreamento, o trajeto de passagem dos navios é aprofundado – além das balsas com equipamentos de sucção, são utilizadas balsas com mecanismo de retroescavadeira. A previsão é de remoção de 15 milhões de metros cúbicos de sedimentos do fundo do mar.

    A laje na qual encalhou o cargueiro nesta semana não tem previsão de derrocagem (remoção, ainda que parcial, da rocha) porque não faz parte do canal de acesso ao porto de São Francisco. Mas poderá ser incluída no futuro.

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