Apontado pela prefeita Rejane Gambin como um dos maiores desafios de Joinville, o déficit da pavimentação se mantém em 590 quilômetros, em extensão atualizada no ano passado. Empossada no cargo na semana passada, após a renúncia de Adriano Silva para a disputa das eleições, Rejane citou a demanda como a principal em infraestrutura na cidade.
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Em entrevista à CBN Joinville, Rejane afirmou que há projetos em andamento para o avanço da pavimentação. Mas a prefeitura de Joinville não chega a apontar a meta de redução para os próximos anos. Os quase 600 quilômetros sem pavimentação em Joinville equivalem a 32% da malha viária da cidade.
Os dados são referentes aos logradouros oficiais da cidade – há mais vias sem revestimento, mas que não entram na conta porque não estão regularizadas. O déficit é exclusivamente urbano, sem incluir as estradas rurais. Com as expansões urbanas, com zonas rurais incorporadas ao perímetro urbano, a extensão de vias sem pavimento em Joinville irá crescer.
Os resultados do Censo 2022 mostraram, em comparação, a dimensão do déficit em Joinville. No Estado, 84% dos domicílios urbanos têm ruas pavimentadas no entorno. Na cidade mais populosa de Santa Catarina, o índice cai para 76%. Em Florianópolis, por exemplo, chega a 94%.
Se o critério de ruas pavimentada no entorno dos domicílios for aplicado no grupo das 41 cidades com mais de 500 mil moradores em 2002, Joinville fica em penúltimo lugar, com o 40º índice mais baixo. Além de extenso, o déficit da pavimentação em Joinville é desigual, com as regiões Sudeste e Sudoeste ainda sem alcançar 50% de asfaltamento, enquanto o Centro-Norte está com 90%.
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