Cinco anos após a autorização para o início das obras, o lote 1 da duplicação da BR-280 ainda continua distante de liberar os primeiros metros de pistas ampliadas. Até agora, apenas 26% dos trabalhos previstos foram concluídos e é improvável que a duplicação no lote seja concluída até abril de 2025, a nova data para entregue após o contrato ter sido prorrogado por mais de três anos. O lote 1 ainda precisa de R$ 346 milhões para a conclusão, sem levar em conta as despesas da intervenção no canal do Linguado e as desapropriações.

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Neste momento, os projetos do trecho de 36 km entre São Francisco do Sul e Araquari estão em revisão e, só após a conclusão desse trabalho, será possível a retomada. As obras no lote pararam no ano passado – a última medição paga foi referente a novembro -, após a utilização dos R$ 50 milhões repassados pelo governo do Estado, dentro do pacote de ajuda estadual às obras em rodovias federais. Os outros dois lotes da BR-280 começaram antes, em 2014, porque havia mais frentes de trabalho disponíveis.

O lote 1 teve autorização em 11 de abril de 2018, com início dos trabalhos no entorno do Instituto Federal Catarinense, em Araquari (antigo Colégio Agrícola). Havia planos de liberar os primeiros quilômetros duplicados no entorno, com liberação de elevado. Houve a abertura de pistas e a instalação de pré-moldados, mas os trabalhos não foram concluídos devido à falta de recursos.

A frente de trabalho com mais progressos foi no contorno de São Francisco do Sul, em segmento onde a BR-280 terá novo traçado. Os proprietários dos imóveis liberaram as obras antes mesmo das indenizações e as vias foram abertas. Mas ainda não há previsão de conclusão e, consequentemente, liberação ao tráfego de veículos. A retomada das obras deverá ser pelo contorno. Há mais pendências, além da construção das novas pistas.

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Mesmo que a duplicação da BR-280 tenha iniciado em 2014 (lotes 2.1 e 2.2.), ainda não há definição sobre o canal do Linguado. A posição do DNIT em 2019 foi solicitar autorização para o alargamento do aterro. O pedido está em análise no Ibama, mas dificilmente será aprovado.

Não há fonte de recursos para a construção de uma ponte sobre o Linguado – e nem é essa ainda a definição. Há estudos ainda sobre a abertura do canal, com remoção do aterro. A outra pendência é referente às desapropriações: são 447 áreas necessárias. A maioria dos processos de indenização ainda não foi iniciada, com desapropriação até agora abaixo de 15% dos terrenos mapeados para a duplicação.

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